Após derrota, Avaí tem missão 'quase impossível' na Arena Condá

Passei a semana toda pensando em como será difícil enfrentar uma equipe que, agora, conta com torcida no Brasil inteiro. A Chapecoense chegou como favorita a essa final, disso não tinha dúvidas.


Antes de a bola rolar, o Avaí prestou homenagens a dois jornalistas falecidos no voo da Chape: Djalma Araújo e André Podiacki. Nossa pequena sala de imprensa, de agora em diante, leva o nome do André, que muito trabalhou por aqui.


Ainda no prelúdio, encontrei Rafael Henzel e levei outro choque. Encontrar um sobrevivente foi marcante. Dentre tantos sentimentos, a ansiedade foi quem passou a tomar conta, até que a bola rolou.


Eduardo Valente/GazetaPress
Eduardo Valente/GazetaPress

Marquinhos foi substituído logo depois da expulsão de Capa; Claudinei sacou um meia para ajeitar a defesa


No começo nervoso, sobrava cotoveladas, até que Capa foi flagrado e tomou vermelho direto. Com um a menos, a Chapecoense dominou o primeiro tempo e teve 64% da posse de bola e 8 finalizações. Uma delas foi o gol de Luiz Antonio. Sobre as cotoveladas, Andrei Girotto imitou Capa e também foi expulso, igualando os plantéis.


Dominamos o segundo tempo, mantivemos a posse e o ataque por quase todo o período. Denilson, Junior Dutra e Romulo perderam chances de empatar e até virar. O 1 a 0 do placar final foi seco demais para engolir. Quando os pés não estão calibrados, nem 15 mil torcedores conseguem empurrar a bola para dentro.


Semana que vem, na Arena Condá, o Avaí tem umas das missões mais difíceis do ano: vencer a Chape por dois gols de diferença. A última derrota do Verdão do Oeste, em casa, com essa desvantagem, foi em 16 de março, 3 a 1 para o Lanús.