Figueirense x Avaí: o capítulo final de 2017

Esta é a terceira e última postagem com o título "Figueirense x Avaí". É o último capítulo, assim como dentro de campo as equipes disputaram o maior clássico de Santa Catarina pela última vez em 2017. Nesse campeonato à parte, não tivemos vencedores em nenhuma partida. Nosso treinador, Claudinei de Oliveira, ainda não venceu tal embate. Márcio Goiano, lá no continente, ainda não perdeu.


No primeiro clássico, zero a zero, com destaque para o goleiro Maurício Kozlinski, que salvou o Avaí. No segundo, outro zero a zero desinteressado, sem criatividade, na base da correria. Por fim, a última batalha, quase que sem valor, porém uma final moral para a história dos clubes, 1 a 1.


Desfalcado do atacante Denilson e lateral Leandro Silva, o Avaí não conseguiu criar e, novamente, não surpreendeu a ninguém. O torcedor está impaciente e esta partida deu motivos para criticar Diego Jardel pela baixa produtividade e Kozlinski, por bater roupa e ceder o gol. Aos 30 minutos do segundo tempo, a sensação era de que o Leão havia desistido da partida. Aproveitaram uma jogada ensaiada de escanteio para empatar, mas isso não paga pelos erros.


Frederico Tadeu/Avaí F.C
Frederico Tadeu/Avaí F.C

Rômulo foi o autor do gol avaiano na segunda etapa do jogo


O Avaí saiu de campo com 274 passes certos, 12 a mais que o rival, porém lançou a bola 40 vezes, contra 27 do rival. Esses lançamentos, em um jogo sob chuva, não tinham efeito algum e devolviam a bola gratuitamente ao adversário. Por fim, o Leão conseguiu maior posse de bola (51%), porém finalizou apenas seis vezes na partida toda. Veja bem, amigo avaiano, uma equipe que chuta ao gol meia dúzia de vezes vai sofrer muito para ganhar da Chapecoense na grande final do estadual. 


Tenho falado sobre a falta de criativade. Esse fato está acabando com o Avaí. Mais que uma defesa instável e um ataque que faz poucos gols, o meio campo está comprometendo o resto. Isentam-se aqui Luan e Judson, que jogam em nível satisfatório sempre. Sabemos da capacidade de Jardel e M10, mas não está acontecendo nada em campo.


O técnico Claudinei tem o vestiário fechado para si. Ele não corre risco de demissão (no momento). Caso não saiamos da Arena Condá com a taça de campeões, em menos de 10 rodadas do Brasileirão (que começa uma semana após o término do estadual), prepare-se para ver mudanças na Ressacada. Alguém vai ter que pagar pelos maus resultados. E já sabemos quem (quase sempre) paga.


Foi-se o último clássico do ano. Agora, resta-nos a preocupação com times da elite.