Avaí e o choque de realidade da Copa do Brasil

Leandro Silva, lateral direito, peça importantíssima na campanha do Avaí até o momento, foi o escolhido para a última cobrança na disputa por pênaltis. Enquanto ele caminhava até a bola, sem querer, pensei: "esse cara era do Figueira. Se ele erra, a zoeira do rival vai estar pronta em segundos". Silva correu, bateu e mandou a pelota lá no pátio dos Correios.


Pausa. Depois voltamos ao momento em que a eliminação foi selada. Para entender o que houve, caro torcedor, precisamos falar da organização do Luverdense, do goleiro Diogo Silva e da dura realidade, muitas vezes chocante, da Copa do Brasil.




Copa do Brasil


O técnico Claudinei Oliveira manteve a opinião de discordar do formato das duas rodadas iniciais da Copa do Brasil. Ele lembrou, coerentemente, que na primeira partida, lá no Espírito Santo, as condições de grama e iluminação eram péssimas. No entanto, os idealizadores do regulamento afirmam ter "mais emoção ao público". Uma coisa meio gladiador, sabe? Aparentemente, a confederação não está muito preocupado com a saúde do atleta, que pode se machucar gravemente e prejudicar uma equipe por toda temporada.


Tudo bem, o Avaí foi lá, venceu e agora teve mando para a segunda partida, oferecendo um estádio justo, para uma partida de alto nível. Nesta segunda rodada, o critério mudou. Empate levava para as penalidades - Claudinei seguiu descordando (e eu também). Por fim, esse torneio emocionante e democrático, porém mal gerido, trouxe um choque de realidade ao Leão, que certamente será trabalhado como crescimento dentro do elenco. A triste realidade é a falta de opções no banco.


Não cabe a mim julgar a carreira dos atletas. Todos estão lá trabalhando. A questão é que a Série A está logo depois da esquina e precisamos de um elenco competitivo. Luan e Judson estão no departamento médico. Os dois meias fazem muita falta. Eles são peças-chave na marcação e na transição. Caro torcedor, essa realidade bateu na nossa porta. Precisamos encarar.


Luverdense bem desenhado


O 4-1-4-1 do Luverdense estava bem postado o jogo todo. O time treinado por Odil Soares está invicto na temporada e vai enfrentar o Corinthians na próxima fase. O time paulistano teve dificuldades em Brusque e terá muito mais contra o mato-grossense, que sabe se defender. Leva susto, mas mantém a postura.


O LEC achou um gol no primeiro tempo, depois só se defendeu. Alçou algumas bolas perigosas, mas nada de demais. De resto, saia nos contra-ataques kamikazes, de um homem contra três, e devolvia a bola. O time aceitou que a partida seria decidida nas penalidades logo quando sofreu o empate.


Diogo Silva, goleiro


O cuiabano Diogo Silva falhou no gol de empate do Avaí. Em chute de Marquinhos, rebateu para o meio e Júnior Dutra marcou no rebote. De resto, defendeu até quando o atacante estava impedido. Só gols olímpicos ele salvou três. Dois no primeiro e um no segundo tempo. Foram dezenas de oportunidades com bola parada para o Leão, mas Silva salvou todas. 


Ele não passa muita segurança, mas foi determinante para o Luverdense. Nas penalidades, defendeu as batidas de Marquinhos e Rômulo. Certamente isso afetou os outros batedores e ele cresceu diante dos adversários. Restou a Leandro Silva o último chute. Pela história com o rival, o fardo da quinta cobrança deve ter sido muito pesado. 


O final já sabemos, porém, muito se pode aprender nesta partida. Parafraseando Claudinei de Oliveira, precisamos levantar a cabeça e seguir o caminho. Há muito trabalho pela frente.