3 destaques sobre o baile do Avaí na Chapecoense

O Avaí recebeu a Chapecoense, na Ressacada, para o primeiro duelo de "primeira divisão" do ano, e venceu por 3 a 0. Pelo Catarinense, o Leão segue invícto, enquanto o time do oeste perdeu a primeira. Empolga a forma como a Azurra se impôs sobre o adversário, porém gera algumas dúvidas a forma como a Chape jogou, principalmente tendo em vista a Libertadores. De qualquer forma, esse problema é deles.


Separei três pontos importantes que resumem a melhor partida do Avaí, até agora, em 2017.


Adversário de alto nível


Tanto Chapecoense quanto Avaí estão dando prioridade ao estadual, então as duas equipes entraram em campo com os melhores do elenco. Para se ter ideia, na quinta-feira (8), a Chape tem jogo contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, mas quem viajou foi a equipe sub-23.  O primeiro adversário de série A do Avaí não levou muito perigo à defesa avaina e, provavelmente, deixou muito torcedor alvi-verde em dúvida sobre o desempenho na Libertadores, que está logo depois da esquina.


O Leão, invícto, mostrou a evolução da equipe quanto ao entrosamento e condicionamento físico. Contra uma equipe de elite, a defesa soube se comportar e o meio campo foi resiliente para se moldar à proposta do jogo.


Saída de bola e contra-ataque


No primeiro tempo, a Chape "dava" a bola para o Avaí jogar e subia a marcação para forçar o erro. Nos primeiros 25 minutos de jogo até deu certo e o Avaí errou passes que comprometaram a defesa, podendo até resultar em gol. A posse ficou apenas 45% do tempo nos pés avaianos, que precisou se reconfigurar para aproveitar os contra-ataques. Mais uma vez, o adversário teve melhores números em relação aos passes. Foram 341 certos da Chapecoense e 204 do Leão.


No segundo tempo, o Avaí dominou a defensivamente, enquanto a Chapecoense se expôs muito e sofreu dois gols. Outro aspecto positivo, novamente, foi o uso das laterais do campo. Desta vez, não só pela direita com Diego Jardel e Leoandro Silva, mas pela esquerda com Capa e Denilson. As 7 mil 527 pessoas presentes testemunharam uma aula tática de Claudinei Oliveira, que comandou a adaptação tática da beira do campo.


Fernando Remor/GazetaPress
Fernando Remor/GazetaPress

Atacante Romulo comemora um de seus gols


Romulo e Denilson


O artilheiro de 2016, Romulo, voltou a marcar. Ele completou 100 jogos pelo Avaí, contra o Paraná, no mês passado. No entanto, chegou sem perigo ao gol adversário. Contra a Chape, no primeiro tempo, Romulo marcou o primeiro em lance pela esquerda e "tirou a zica". No segundo tempo, todos esperávamos uma mudança na postura dos alvi-verdes, mas a exposição foi grande e, em jogada pela direita, Denilson marcou o segundo gol da partida. Detalhe para assistência de Leandro Silva, que está jogando muito bem na lateral direita.


Denilson é um jogador diferenciado. Ouso dizer que é o atleta mais "atual" dessa equipe. Ele apoiou Capa na lateral esquerda e era o principal motor em contra golpes. O terceiro gol do jogo saiu em uma cobrança de lateral. Silva arremessou direto na pequena área, Romulo dominou, girou e bateu no canto. Matematicamente, o aproveitamento ofensivo foi sensacional: de cinco finalizações certeiras, três foram gols.


Júnior Dutra e Marcelinho entraram nos últimos 10 minutos, mas ficaram à sombra da atuação dos atacantes titulares. Agora o Avaí é líder isolado do Catarinense com 12 pontos.


O próximo jogo é no domingo contra Joinville, às 17h, fora de casa.