Má fase e torcida jogando contra: o Atlético-PR é uma novela

Felipe Gedoz perdeu um pênalti na primeira etapa e foi hostilizado pela torcida. O Atlético-GO abriu o marcador logo na sequência e o Furacão teve sua posse de bola vaiada. No segundo tempo, mesmo após a virada, Fabiano Soares foi tachado de burro após chamar Eduardo Henrique, outro que foi perseguido a todo instante. Além de Weverton, é claro, que recentemente também ganhou antipatia dos frequentadores da Arena da Baixada.


Walter, o marketeiro, empatou a partida perto do final e foi aplaudido pelos torcedores. Mesmos que passaram a vaiar o time descontrolavelmente nos últimos minutos de jogo, mesmo que voltar a ficar à frente no placar ainda fosse absolutamente acessível (faltavam dez minutos).


Gazeta Press
Gazeta Press

Torcedor do Furacão ficou comovido com as juras de Walter


Espelho de um clube que tinha, no papel, tudo para dar certo em 2017. Até a crise política, os problemas de grupo e a falta de sintonia entre torcida e diretoria. Como sempre, nos vemos em meio a um reality show. Ninguém fala a mesma língua no clube Atlético Paranaense. E, agora, o Z-4 parece cada vez mais próximo.


Diante do xará goianiense, o Furacão começou a todo vapor, no seu estilo. Organizado em sua composição e fervoroso na fase ofensiva. Márcio já havia feito ótimas defesas antes dos dez minutos. Uma noite tranquila se desenhava com o pênalti marcado, mas Gedoz errou. Como penitência, falha de Wanderson e gol de Luiz Fernando.


Ainda assim, seguimos mostrando mérito na reação. Sem se abalar, os comandados de Soares mantiveram a pegada e a pressão natural, sem desespero ou bagunça. Guilherme fez o primeiro de cabeça e Lucho contou com falha de Márcio para virar a partida.


Gazeta Press
Gazeta Press

Lucho voltou a marcar após um longo período


O comandante rubro-negro de fato errou em suas alterações, saindo, inclusive, de seu elogiável padrão de manter o jogo ofensivo mesmo na vitória. Eduardo Henrique e Sidcley vieram a campo para as vagas de Lucho e Gedoz, respectivamente. Não foi a melhor escolha, porém não fundamenta a reação histérica do torcedor.


A partir daí, retomamos para as linhas iniciais de texto, que já resumiram os acontecimentos. A melhor chance do Furacão após o gol de Walter veio de Éderson, em lance que resumiu bem a participação do atacante em sua volta à Curitiba.


O torcedor atleticano tem diversos motivos para não estar satisfeito, e muito já foi explicado no último texto do blog. Ele não tem culpa da gestão sacana que lida com todas as questões na base do autoritarismo, além de ser claramente mal-intencionada no tratamento do sócio e de quem se limita a ver os jogos de fora, visto os preços impraticáveis de ingressos.


Entretanto, nada justifica sair de casa na ansiedade de vaiar ou perseguir a qualquer custo. As situações de jogo, hoje, não admitiam isso. Em nenhum momento que a equipe foi hostilizada o torcedor estava passando vergonha. Era possível reverter e, nessas horas, é sabido que o apoio é fundamental.