Atlético-PR não pode desistir do Brasileirão

Rodízio. Prática assumida e adotada pelo Furacão. Que faz sentido, especialmente em um país que costuma complicar o calendário para as equipes. Mas e quando semanas "vazias" começam a aparecer e viram rotina? A prática do rodízio continua fazendo sentido, mesmo comprometendo o desenvolvimento e o entrosamento da equipe?


Na etapa incial, o Atlético-PR não encontrou meios para a construção de seu jogo ofensivo. Desconexo, o time de Fabiano Soares passou boa parte do tempo sustentando uma posse de improdutiva e desorganizada, que ainda dava brecha ao contra-ataque do Galo. Foi assim que Fred quase abriu o placar. 


Rossetto era quem tentava quebrar o gelo, porém não tinha opções de distribuição. Guilherme, como principal articulador, também sofreu nesse sentido. Pela esquerda, Pablo, inexplicavelmente titular, não conseguia se aproximar da área. No outro extremo, Lucas Fernandes não produziu. E, no ataque, Ribamar se resumia a correria. 


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Rossetto foi o melhor do Atlético-PR na Arena da Baixada


O adversário, que fazia um jogo apenas funcional, balançou as redes em uma jogada de bola parada. Gol que teve a cara do primeiro tempo: fraco futebol e resolução a partir do acaso. 


No segundo tempo, Soares fez a mudança óbvia, trazendo Gedoz para a vaga de Pablo. Pouco depois, foi a vez de Lucas Fernandes dar lugar a Sidcley. A mudança do time, no entanto, só disse respeito a peças.


O Atlético-MG seguiu acuado, sem criatividade, e a diferença é que agora tínhamos caminhos. Entretanto, não deixa de ser decepcionante, especialmente vindo de um técnico que costuma ser criativo. Dito isso, tivemos boas chances, especialmente em arremates de longe e bolas paradas. Porém, nada que fizesse Victor encontrar dificuldades. 


Na falta de compactação, entregamos o jogo. A quilômetros de distância, Thiago Heleno tentou um passe rasteiro, fraco, na direção de Fabrício. Retomada do Galo e segundo gol de Robinho na partida. Deprimente.


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Jogadores do Galo comemoram o segundo gol de Robinho


O Atlético-PR entrou em campo como quem não tem mais pelo o que brigar dentro do Campeonato Brasileiro. Sem motivação ou poder de reação, começou a partida com pouca criatividade e não demonstrou a menor vontade de reverter o resultado após o primeiro gol de Robinho. A "pressão" do segundo tempo foi mais instintiva do que resultado de criatividade ou trabalho.


Além disso, taticamente, parecemos ter dado um passo atrás. A pressão constante ao adversário, especialmente na saída de bola não esteve presente hoje. Falando em peças inidividuais, destaque para Rossetto e Gedoz. De resto, todos abaixo. 


O Brasileirão desse ano pode ser único no sentido de abrir uma infinidade de vagas para a Libertadores. E seria vergonhoso não beliscar nenhuma delas. Ainda temos pelo o que lutar.