Atlético PR 0 x 0 Botafogo: um exercício contra a insônia

Em sua estreia, Fabiano Soares promoveu a volta da dupla Thiago Heleno e Paulo André, deixando Wanderson, inexplicavelmente, no banco. Na frente, Pablo foi mantido como centroavante. O que empolgou, mesmo, foi o banco de reservas: Guilherme de volta, Gedoz (mais magro) como opção e a dupla Éderson e Eduardo da Silva.


Com exceção das jogadas que iniciaram com Sidcley pelo lado esquerdo, o Atlético foi praticamente inoperante na primeira etapa. O Botafogo de Jair Ventura trouxe uma formação sólida, com uma proposta bem calculada. Incomodou pouco, com contra-ataques sem efetividade.


No Furacão, também, detalhe para o desperdício de algumas jogadas na lenta recomposição do adversário. Nikão, principalmente, deixou de acelerar o passo ou tentar jogadas de drible quando esteve no 1 contra 1. Faltou coragem e criatividade.


O segundo tempo teria elementos para ser emocionante. Ambas as equipes querendo a vitória, juiz dando oito minutos de acréscimo. Não foi pela total falta de inventividade. Poucas chances relevantes, com um Botafogo que cresceu na segunda metade da etapa e um Atlético que teve pouca saída para construir seu jogo.


Gazeta Press
Gazeta Press

Pablo fez um jogo apenas razoável escalado fora de posição. O que justifica?


Durante os 45 minutos iniciais, Jonathan se machucou e Cascardo entrou. Na segunda etapa, Eduardo Henrique, também lesionado, deixou o campo para a vaga de Guilherme, o que manteve Lucho, esgotado, em campo até o fim. A única alteração que Soares “quis” fazer foi com a entrada de Éderson na vaga de Coutinho.


Para não deixar de destacar um lance, Victor Luís foi salvador em uma jogada com Éderson, após defesa de Jefferson em chute de Nikão. No mais, a partida da Arena da Baixada reservou pouquíssimo. Empate péssimo que nos deixa pertinho da zona de rebaixamento.


Foi difícil ficar acordado


Apesar de fazer sua estreia no banco de reservas, Fabiano Soares já vinha trabalhando com o grupo, e nesse sentido a mesmice decepciona. Não foi possível identificar fragmentos de seu estilo na comparação com as partidas anteriores, seja com Kelly ou Eduardo Baptista. Muito parecido. Que a evolução seja gradual e possa aparecer já na próxima rodada.


Gazeta Press
Gazeta Press

Guilherme fez uma partida fraca


Analisando individualmente, tivemos um Paulo André mais seguro, ainda que tenha sido pouco exigido. Sidcley segue sendo uma boa válvula de escape, e Eduardo Henrique esteve bem até a lesão. Lucho como “10” não faz sentido, e Guilherme, que veio para ocupar o posto, teve uma participação fraca.


Por hoje, a corneta fica tímida, assim como o lado otimista também não floresce. É o começo de um novo trabalho, que é uma total incógnita. Diante de um time organizado, porém não muito talentoso, fizemos muito pouco. É preciso acordar rapidamente.