Atlético-PR: o ano é deprimente, mas não está perdido

O Atlético-PR sempre teve força em sua casa, mesmo nos piores momentos. Não tem mais.


A torcida do Atlético-PR clamava por reforços em anos anteriores. Contratamos. Não tivemos melhoras.


Uma troca de técnico, mesmo que negativa (não é o caso), sempre costumou dar um “gás” nas situações ruins. Não dá mais.


Porém, no Furacão, ou você é conivente com o que acontece ou você é corneta.


Gazeta Press
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Nem Rossetto se salvou ontem


A derrota de ontem na Arena da Baixada para o Santos foi deprimente. Primeiro pelo fato de que, mesmo com resultados recentes ruins, o futebol estava em evolução. Nesse domingo, entretanto, voltamos a apresentar fragilidades irritantes, além de erros amadores para um grupo profissional. O campo da hipótese nunca é positivo. Mas é impossível não conspirar: grupo rachado? Jogadores descompromissados? Pois bem...


O primeiro erro de ontem está no planejamento. Três centroavantes foram contratados e Pablo, que não vive bom momento, foi escalado na frente. Ederson, Grafite e Eduardo no banco. Tudo isso para abrir espaço para Douglas Coutinho, que dispensa comentários. No mais, repetição.


Eduardo Baptista foi exaltado por aqui pela coragem em implementar um novo padrão tático que melhorou consideravelmente o rendimento, ainda que os resultados não houvessem aparecido. Coragem que, entretanto, não se repete nas escolhas. Pablo, como dito, vive péssimo momento. Sidcley não é lateral-esquerdo e já passou da hora de isso ser enxergado. A defesa também vem muito mal, mas nesse caso falta reposição. No banco, Yago, há tempos, merece oportunidades, sendo um dos únicos atletas do elenco a ter recurso do drible. Enquanto isso, Nikão carrega o ataque sozinho.


A estratégia do Santos, do novato Elano, não era nem um pouco complexa: esperar. Na primeira falha de meio campo, Rossetto perdeu a bola e, na retomada, os visitantes tiveram tapete estendido para chegar até a meta. Bruno Henrique, Thiago Maia, Kayke. Gol.


Minutos mais tarde, o talentosíssimo Bruno Henrique, em mais um contra-ataque, ficou no 1x1 contra Jonathan e, com a defesa do Atlético desmontada, encontrou Kayke na área. Segundo dele. Como resposta, um chute desviado de Nikão e uma reclamação de pênalti. Muito pouco.


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Kayke fez na festa na Arena da Baixada


No intervalo, Rossetto e Coutinho, que vinham muito mal, saíram para as entradas de Grafite e Ederson (vamos amontoar centroavantes em campo!). Falta de preparo e um time ainda menos perigoso. Dois gols impedidos e nada mais. Apatia e desânimo marcam nosso Atlético.


Falta pulso


Como dito, precisamos ver a coragem de Baptista em alterar a estrutura tática também aparecer nas escolhas. A estrutura, a ”hierarquia”, as substituições. Tudo ainda é muito Autuori. Não podemos realizar o discurso de terra arrasada, pois ainda, é claro, temos mais duas competições de suma importância que podem renovar o ânimo.


Além de sair da mesmice, é mais do que obrigatório chacoalhar o elenco. Gedoz se mostra cada vez mais disposto em seguir o projeto Walter. O atual camisa 10 é nosso ponta mais talentoso do elenco. Entretanto, seu ganho de peso assusta. Esteira nele. No atual estado, não pode contribuir. Na lateral esquerda, a situação é urgente e todos do clube parecem não querer enxergar. Sidcley é bom jogador e precisa sair da posição. Nicolas tem seus problemas, Lodi também. Mas, no momento, um dos dois precisa assumir, para liberar “Sid” para uma das alas. O ideal, é lógico, é uma contratação.


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Pablo: fale menos, jogue mais


Na zaga, Paulo André e Thiago Heleno são dois acomodados. Sem disputa de posição, ganhando bem, errando tudo e aproveitando a fama. Principalmente o “general” (apelido que ficou em 2016).


Há mais problemas, há uma série de coisas não funcionando. E, se não corrigirmos em breve, ficaremos pelo caminho. Com o atual futebol, cairemos na Libertadores, na Copa do Brasil e nem o Brasileirão teremos como consolo. No CT do Caju, porém, parece tudo bem.