Atlético-PR perde clássico, mas não pode baixar a cabeça

A CBF estava esperando por uma oportunidade para dar “o troco” em Furacão e Coxa. Hoje, dia 3 de junho, encontrou um jeito: marcando, “sem motivo aparente”, o Atletiba para o mesmo horário da final da Champions League. Todos os torcedores que gostam de futebol agradeceram, certamente, e entenderam bem onde seus clubes foram se meter. É triste, porém real.


Gazeta Press
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Eduardo Baptista repetiu esquema tático e jogadores da estreia contra o Flamengo


Entretanto, sem mais delongas ou lamentações, vamos lá. Eduardo Baptista repetiu o time que escalou contra o Flamengo, em sua estreia. E o Atlético, mais uma vez, foi superior durante o primeiro tempo. Em termos de chances claras, tivemos uma pra cada lado, e ambos em bolas paradas: pelo Furacão, Rossetto exigiu boa defesa de Wilson. Tomás Bastos, por parte do Coxa, chutou na rede pelo lado de fora.


No geral, o Atlético esteve melhor em termos de comportamento. O posicionamento ofensivo sem a bola deixava a situação difícil para o rival, que precisava apelar para o chutão e só conseguia ter algum desafogo nas subidas de Neto Berola pra cima de Jonathan. Em contrapartida, Furacão conseguiu levar mais perigo em bolas cruzadas e teria duas boas chances em lances barrados por impedimento: o primeiro de Lucho, ridiculamente marcado. O segundo, de Pablo, foi carregado de dúvidas, mas a impressão também foi de erro.


Individualmente, destaque ofensivo para Nikão, fazendo de quase todos os seus lances bons momentos, e Sidcley, cada vez mais perigoso em dribles e infiltrações. Defensivamente, Lucho, muito efetivo e se movimentando com inteligência, barrou alguns contra-ataques do Coxa.


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Duelo Jonathan x Berola foi o principal do primeiro tempo


O Coritiba mudou sua atitude para o segundo tempo, adiantando as linhas e imprimindo um ritmo mais forte do meio pra frente. Henrique Almeida teve a melhor chance, exigindo grande defesa de Weverton. O Atlético poderia ter aproveitado os espaços principalmente com Éderson, que perdeu um gol “marcável” após passe de Pablo.


O gol Coxa veio sem surpresas. Afinal de contas, bola aérea e falha individual de um dos zagueiros. Já vimos isso muitas vezes esse ano, e a herança para Eduardo Baptista é maldita.


Tiago Real jogou bola na área e Márcio não teve dificuldades para tirar Thiago Heleno do lance e encontrar as redes. Baptista, que havia mexido mal ao trazer Coutinho para a vaga de Nikão, que fez cara feia com razão, trouxe a campo, posteriormente, um visivelmente fora de forma Felipe Gedoz. O sacrificado foi Matheus Rossetto, e o esquema tático voltou a ser o 4-2-3-1. Que imprimiu maior ritmo ofensivo ao mesmo tempo que tirou a organização na construção de jogadas.


Dessa forma, com exceção de MAIS UM ERRO DE ARBITRAGEM EM MARCAÇÃO DE IMPEDIMENTO, novamente com Pablo, o Atlético pouco criou, concentrando suas jogadas pelo lado esquerdo, com Gedoz, que não teve capacidade física nem técnica para fazer alguma diferença. Especialmente porque, com a mudança tática, observamos o time dependendo de individualismo, assim como era com Autuori. O resultado foi um Coxa que conduziu o restante da partida com bastante tranquilidade, confirmando a vitória.


Sem desanimar


O resultado é deprimente, e a posição na tabela mais ainda. Mesmo assim, ainda caminhamos na direção certa sob o novo comando. No primeiro tempo, clara superioridade. No segundo, um desespero para deixar o time mais ofensivo, sendo que, mantendo o ritmo natural, era possível chegar ao gol de empate com tranquilidade. Um pouco de despreparo de Baptista nesse sentido, mas tudo bem. Não pode se repetir. Além disso, alguns erros determinantes de arbitragem. Que também não poderiam se repetir, mas estamos no Brasil.


O gol novamente foi oriundo de uma falha defensiva na bola aérea. A impressão, infelizmente, é que o general ficou em 2017. Precisamos recuperá-lo o mais depressa possível. No meio-campo, Lucho se mostrou mais uma vez fundamental, porém sua queda física é um aviso: precisamos, urgentemente, de alguém que assuma essa função com a mesma eficiência durante parte do jogo. Seria Eduardo Henrique?


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Lucho segue sendo importante, mas precisa de um 'backup'


No ataque, Grafite é o mais eficiente na função de único homem a frente no 4-1-4-1, fazendo ótimas paredes e vencendo a marcação no duelo físico. Fazia um ótimo jogo até ser substituído por Éderson. Ainda assim, não podemos deixar de atentar para Eduardo da Silva: o melhor tecnicamente, o menos aproveitado no momento. Não podemos esquecer esse jogador.


Ainda na derrota, mais pontos para se observar e analisar do que pontos concretos de crítica. É um trabalho em estágio inicial, que vai evoluir, e precisamos ter paciência.