Éderson de volta ao Furacão: ganho mútuo

Éderson, artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2013 pelo Furacão, está de volta. A novela já se arrastava há algumas semanas, mas tudo se resolveu nesta quinta-feira.


Éderson é um jogador questionável tecnicamente, e isso é evidente. Não estamos recebendo um craque ou recolhendo um ídolo, mas sim ganhando uma ótima opção de ataque. Ataque, aliás, que anda mal das pernas. Muito pela produção ofensiva ruim do time como um todo. Ainda assim, é inegável a falta de gana do setor ofensivo rubro-negro.


Gazeta Press
Gazeta Press

O camisa 77 deu o que falar em 2013


Gana que não falta ao novo reforço. O centroavante, que se destacou com a camisa número 77, pode não ter sido o principal jogador do Furacão na espetacular campanha de 2013, que teve Everton/Marcelo inspirados e Paulo Baier chamando atenção em seu momento de despedida. Ainda assim, Éderson foi certamente a grande surpresa, ganhando a torcida com seus gols e sua raça.


E, se hoje, nossa equipe parece ter medo de finalizar, evitando ao máximo o erro, temos no novo atacante o extremo oposto. Pois, em muitos anos de Atlético, foi difícil encontrar alguém com a disposição de Éderson nesse sentido. Naquele ano, ele fez gol de todas as formas (alguns até bizarros). Mas fez, se estabelecendo como um dos principais finalizadores do país naquele momento.


Mesmo que os dados indiquem que ele foi o segundo jogador com maior número de assistências no Atlético naquele ano, o atacante tem dificuldades para participar de lances fora da área e buscar o jogo. Foi notável a influência do esquema tático em suas participações: no 4-1-2-1-2 de Mancini, parceria de ataque e apoio de Marcelo, com ambos se complementando em um time vertical e voltado ao contra-ataque em extrema velocidade. No 4-2-3-1 de Miguel Angel Portugal (que era péssimo num todo, é verdade), ele pouco conseguiu fazer. Eduardo Baptista, o novo professor, já adotou o mesmo esquema de Mancini na Ponte. Teremos um remember?


Gazeta Press
Gazeta Press

Último clube do atacante foi o Vasco da Gama, onde marcou oito gols em 30 partidas


No Vasco, seu último clube, começou muito bem, marcando gols e ganhando simpatia da torcida na campanha da Série B, mas a queda assustadora da equipe influenciou na sua “seca”. Perdeu espaço para Thalles e, recentemente, com a chegada de Luís Fabiano, ficaria ainda mais encostado. Foi injustiçado, de certa forma, pela perda da titularidade, visto que tem mais capacidade na comparação com Thalles.


De volta ao Atlético, chega num momento importante, de mata-mata da Libertadores, dando mais vida a um setor ofensivo que vive seus piores dias. Um reencontro que representa um ganho mútuo. Boa sorte ao artilheiro.


Colaboração: Victor Costa