Desfalques e dor de cabeça para Autuori: como montar o Furacão para a Libertadores?

Paulo Autuori viu seus problemas aumentarem ainda mais para escalar o Atlético-PR contra o Flamengo na quarta-feira, pela Libertadores. Se perder Gedoz e Pablo por suspensão já era desanimador, o número de desfalques tratou de ganhar uma dimensão ainda mais preocupante.

Jonathan não atuou contra o Paraná no final de semana por ter sido poupado. Aparentemente, não há nenhum problema mais grave, mas a confirmação do atleta ainda é pendente. O setor preocupa muito por conta do afastamento de Léo e a falta de um potencial substituto. No final de semana, José Ivaldo foi adaptado na lateral e obviamente não é a opção mais coerente para um jogo de Libertadores. Entretanto, terá que ser, caso necessário.

No meio, Otávio, titular absoluto há algumas temporadas e homem de confiança de Autuori, não joga, podendo ficar até 20 dias afastado. E esse é um grande problema. Deivid recentemente se recuperou de lesão e ainda não parece em seu melhor momento físico, além de não ter a capacidade tática e técnica de Otávio, devendo em distribuição e, inclusive, marcação, que sempre foi seu forte. Luiz Otávio, que despontou bem no Paranaense, seria o substituto mais adequado por conta da afinidade com o estilo de jogo do titular - ainda que fosse uma panela de pressão das grandes.


Gazeta Press
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Vamos ajudar o professor?


Como se já não tivéssemos com o que sofrer na escolha dos titulares, Lucho saiu de campo sentindo muitas dores após uma dividida com o paranista Leandro Vilela e também se tornou dúvida. Catalisador do time e muito mais à vontade, o argentino seria um desfalque pesado. Wanderson, que era uma alternativa mais segura para uma mudança tática, não viajou e será mais um desfalque. 

Além de todos eles, Carlos Alberto e Grafite fazem trabalho de recuperação e dificilmente terão condições de entrar em campo no Estádio Nilton Santos. Ainda há a expectativa que o segundo possa ir para o banco, visto que foi com o grupo até o Rio de Janeiro. 

Dito tudo isso, como montar o time?

O Flamengo de Zé Ricardo é um time que utiliza muito de suas laterais, tendo até uma proximidade com o que vemos no Atlético: muita segurança tática/defensiva e um jogo que se concentra nos lados. A diferença de orçamento, óbvio, permite que eles tenham mais talento e opções, com um inspirado Diego coordenando o centro e abrindo opções.

Vendo esse cenário, não seria absurdo pensar em um 3-5-2, como se vem especulando. José Ivaldo ou Cleberson entrariam na sobra, Rossetto poderia fechar o lado direito em caso de desfalque de Jonathan e a ausência de dois dos nossos principais pontas (Gedoz e Pablo) não seria tão sentida.

Mesmo vendo por esse lado, é improvável que Autuori desmonte seu esqueleto tático, utilizado em todas as oportunidades desde que chegou, sem muitas variações. Olhando, entretanto, para os dois pontos, é possível pensar nas seguintes escalações:

4-2-3-1: Weverton, Jonathan (José Ivaldo), Thiago Heleno, Paulo André, Sidcley, Deivid (Luiz Otávio), Rossetto, Nikão, Lucho (João Pedro), Crysan (Douglas Coutinho/Yago) e Eduardo da Silva;

Ou

3-5-2: Weverton, Thiago Heleno, Paulo André, José Ivaldo; Jonathan (Rossetto), Deivid, Luiz Otávio, Sidcley, Lucho (João Pedro); Nikão (Crysan,/Luis Henrique/Douglas Coutinho/Grafite) e Eduardo da Silva;

E para você? Qual seria o time ideal diante do Flamengo?