Como vem se saindo cada um dos reforços do Furacão

O título é autoexplicativo. Sendo assim, vamos direto ao assunto. Aqui, será analisado o início de cada um dos novos nomes do Furacão, com exceção, é claro, de Eduardo da Silva, que ainda não foi a campo. Com alguns meses de trabalho e jogos importantes na bagagem, é possível detectar o que cada um tem a oferecer para o nosso futuro. Vamos lá:


Carlos Alberto


Não foi só a contratação mais controversa do Furacão na janela de transferências, mas também uma das mais polêmicas em todo o Brasil. Quando chegou, foi defendido que estávamos “jogando baixo”, correndo pouco risco e que tudo dependia da vontade do atleta. Hoje, é possível dizer que estamos tendo saldo positivo.


Gazeta Press
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Carlos Alberto vem apresentando bom futebol


Carlos Alberto é provavelmente o jogador mais talentoso do elenco no que diz respeito a drible, distribuição de jogo e organização ofensiva. Tem alguns defeitos, como o fato de segurar a bola alguns segundos mais do que deveria, devendo um pouco na coletividade. Entretanto, é algo muito sutil, de fácil correção.


Seu balanço vem sendo muito positivo, principalmente analisando a descrença generalizada. Hoje, o problema mais detectável está no seu físico, que já vem apresentando fragilidades no começo de temporada, visto que Carlos Alberto perdeu alguns jogos. Mas, como circulado na época em que chegou, ele tem um contrato de produtividade, o que nos deixa mais tranquilos na questão de um possível prejuízo financeiro.


O que nos faz deduzir que também seria necessário mais um jogador com as características de Carlos Alberto no elenco. Lucho, que atua por ali, é um ótimo catalisador, mas deve em agressividade para ser um armador de destaque. Gedoz, que será analisado mais adiante, mostrou ser um exímio ponta, passando longe de ser um armador. Pablo atua consideravelmente bem na função, mas também não é um criador. Nikão, idem. Sobraria para João Pedro. Porém, dar ao jovem a titularidade em jogos de grande peso ou deixá-lo como principal opção de banco ainda pode soar inconsequente.


Dito tudo isso, Carlos Alberto vem sendo um ótimo negócio, Porém, não podemos confiar 100% em sua presença e ter ao menos mais uma opção de qualidade, com suas características, seria válido.


Jonathan


Trata-se do melhor jogador do Furacão na temporada até o momento. Incógnita ao chegar, principalmente por questões físicas, Jonathan vem mostrando que, uma vez “saudável”, pode ser um dos melhores laterais do país.


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Jonathan é o jogador mais regular do Atlético na temporada


Extremamente técnico, o jogador se destaca majoritariamente no apoio, mas sem “esquecer” da defesa. Ele vem mostrando muita tranquilidade na definição e nas decisões, não apelando para cruzamentos precipitados, sempre levantando a cabeça e buscando também dribles e jogadas mais trabalhadas.


É de se esperar, ainda, como o lateral irá se comportar com maiores sequências, visto que no início de ano ele só atua em Libertadores. Mais tarde, haverá um grande número de jogos, um teste importante para seu físico. Se Léo terminou o ano como titular absoluto e incontestável, hoje senta no banco e não pode questionar seu concorrente.


Felipe Gedoz


Iniciou o ano como armador e não rendeu jogando por ali, passando uma clara sensação de estar deslocado. Passeou pelo banco e, ao voltar para a titularidade, dessa vez como ponta pela esquerda, mostrou que não pode ser apenas uma opção. Entre todos os reforços, é o mais credenciado a ser “o cara” do time.


Como dito durante o jogo contra o San Lorenzo, Gedoz “pega fogo”. Ele não é 100% constante, e não faria sentido que fosse, pois seu jogo está muito suscetível aos erros. Ele tem o perfil de jogador que não se esconde, sendo muito intenso e ativo dentro da partida. A tendência é que sua taxa de acertos, com gols e assistências, aumente. Mas já é admirável a maneira como vem atuando, parecendo um veterano no elenco. Além de tudo isso, é um talento especialmente em chutes de média distância e faltas frontais, combinando potência e precisão.


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Felipe Gedoz pode estourar no Furacão


É um jogador a ser bem moldado. Parece ser ótimo de grupo e, mesmo chamando o jogo para si, não é egoísta. Se tivermos cuidado, paciência e dermos o devido espaço para que Gedoz se desenvolva, teremos um jogador muito diferenciado em nosso elenco. Questão de tempo.


Grafite


Na questão da expectativa, é quem mais decepciona. Porém, não pode ser descartado. Em suas primeiras atuações, chamou atenção, ainda que tivesse dificuldades técnicas, por sua participação e inquietação. Apareceu de maneira mais recuada, fazendo parede e dificultando para a marcação, além de contribuir com pressão na saída dos adversários.


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Grafite ainda não convenceu a torcida


A expectativa era que uma melhora técnica complementasse esse perfil ativo de seu jogo. Até o momento, não aconteceu. Perdeu alguns gols “imperdíveis” e demonstrou muita insegurança com a bola nos pés, o que claramente não devia acontecer, visto que é um atleta rodado, de 37 anos e com alto salário.


A chegada de Eduardo da Silva e a inclusão de Pablo na rotatividade como centroavante já mostram que Paulo Autuori não deixará que Grafite atue apenas com o nome. Entretanto, não podemos descartá-lo. O atacante tem perfil artilheiro e não pode, desde já, ser linchado.


É provável que os gols apareçam com o tempo, e já é muito positivo observar em Grafite uma disposição para, além de empurrar a bola para as redes, também participar ativamente. Não vamos perder a fé tão prematuramente.


Luís Henrique


Chegou como uma incógnita e permanece sendo. Chamou a atenção, até o momento de forma negativa, principalmente pelo preciosismo, que entrega um pouco de seu perfil. Mesmo que isso pareça exagerado, é possível detectar em seu jogo um estrelismo que não é positivo a essa altura da carreira de um jogador profissional.


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Luís Henrique permanece como incógnita


Mas, claro, é muito cedo. Mesmo que seus números no Estadual não animem, tendo total respaldo e espaço para se desenvolver, e que na Libertadores ele também não tenha ido bem quando acionado, devemos esperar. Luís Henrique foi um destaque absoluto quando atleta de base. E o futebol profissional é praticamente um esporte diferente. Muitos demoram a se adaptar. Muitos não conseguem. Muitos explodem com o tempo.


Ao contrário de jogadores que já parecem saturados no elenco, como Crysan e Douglas Coutinho, Luís Henrique tem pouco tempo de Atlético Paranaense para ser julgado de forma absoluta. Que melhore e tenha futuro.