Douglas Coutinho não pode mais jogar pelo Atlético-PR

Quando Douglas Coutinho voltou ao Furacão após empréstimos mal sucedidos a Cruzeiro e Braga (Portugal) houve, a princípio, uma cautela. Pelo fato de a torcida achar que ele teria oportunidades apenas na equipe alternativa que disputa o Paranaense, a aceitação foi razoável, mesmo sabendo de seu retrospecto. Entretanto, pouco tempo passou, e o jogador, novamente sem provar absolutamente nada, “cresceu” dentro do grupo, entrando em jogos de Libertadores. Uma ofensa.


Ao contrário de muitos outros jogadores que passam por todo um processo até serem, de fato, aproveitados, Coutinho “caiu de paraquedas”. No Paranaense de 2013, quando alcançou sua “glória”, o atacante iniciou como um desconhecido, por não ter feito grande sucesso na base, e foi cavando seu espaço através de boas atuações e gols. Marcou 11 gols no torneio com o time sub-23, sendo eleito a revelação do campeonato.


A partir daí, o jogador caiu nas graças do torcedor. E, mesmo não repetindo o ótimo rendimento da equipe alternativa quando foi integrado ao profissional, Coutinho foi útil e teve seus lampejos. Porém, nada que justificasse o tratamento diferenciado de uma parcela dos torcedores, que inclusive criaram músicas para o jogador.


Site Oficial do Atlético Paranaense
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Brilhareco em 2013 segura Douglas Coutinho até hoje


E pode-se argumentar que esse excesso foi justamente um dos motivos para sua derrocada. Em 2014, mesmo que tenha feito algumas boas participações, Coutinho já apresentava sinais de queda, ligados diretamente à falta de comprometimento e ao comodismo. Tecnicamente, ele nunca foi grande coisa, se destacando por sua velocidade e uma potente finalização a média distância. E, a essa altura, nem isso estava aparecendo mais.


O que levou a um 2015 que beirou a mediocridade, jogando fora as chances que teve e começando a ficar mais famoso pelo que fazia fora de campo. O Cruzeiro foi extremamente corajoso requisitando seu empréstimo, salvando (e poupando) o Furacão. Como era de se esperar, suas tentativas de seguir jogando em ligas de alto nível deram errado. E ele voltou.


O que está errado, muito errado, em vários pontos de vista. Por tirar espaço de peças interessantes e que podiam se desenvolver no Estadual para contribuir em torneios mais relevantes, como é o caso de Matheus Anjos, que está ficando no banco em razão da entrada de Coutinho, e até mesmo Yago, Murillo e João Pedro. Esses três, que também precisam se provar, assim como Matheus, ficaram atrás de Douglas Coutinho na fila por uma oportunidade.


Autuori disse, em entrevista, que o Coutinho que retornou ao Furacão é “um novo jogador”. Pois bem, que o clube não perca a oportunidade de vendê-lo ao primeiro interessado. É irritante para o torcedor que o Atlético siga batendo nessa tecla, ignorando uma série de fatores e escalando jogadores com esse perfil. Nunca torceremos contra. Mas certas coisas são intoleráveis.