O Atletiba finalmente aconteceu. E consagrou o Furacão

Por sorte, não precisaremos falar sobre os problemas que causaram o adiamento do clássico Atletiba no dia 19 de fevereiro. Hoje, a bola rolou. Com direito a transmissão no Youtube, já que dessa vez os jornalistas estavam devidamente credenciados (rs). Mas vamos deixar isso para lá um pouco e falar de futebol. Em campo, os meninos honraram as cores do Furacão, batendo um titular Coritiba por 2 a 0. 


Conforme já foi dito em outras oportunidades aqui no blog, o Paranaense está muito longe de ser uma obrigação, principalmente por tudo o que está envolvido na disputa do torneio desse ano, na parte extracampo. Entretanto, o clássico, em si, sempre será maior que a competição. E hoje, numa ocasião histórica, os jovens fizeram bonito, não se intimidando. 


Na escalação titular, mesmo time que enfrentou o Toledo no último domingo. E a pressão de uma equipe alternativa que ainda não havia vencido no Paranaense, já flertando com a zona perigosa. A oportunidade perfeita de desencantar apareceu.


Mesmo sem os principais nomes do elenco, o Atlético começou impressionando pela atitude, empurrando o rival taticamente. Entretanto, não demorou para que o Coxa encontrasse equilíbrio e passasse a levar perigo, como era esperado. Mesmo assim, as finalizações só começaram a sair a partir dos 23 da etapa inicial.  


Na melhor chance, Santos fez boa defesa em finalização de Thiago Lopes. Minutos depois, Rildo aproveitou uma falha na saída de bola para tirar a marcação de José Ivaldo e ser derrubado pelo zagueiro do Furacão. Kleber, que anda mal nas pernas em cobranças de pênaltis, acertou a trave. 


Giuliano Gomes/PR Press
Giuliano Gomes/PR Press

Kléber lamenta o pênalti perdido


Do lado do Atlético, Rossetto se mostrava à vontade na articulação, enquanto Luiz Otávio errava no posicionamento e nos passes. João Pedro, mesmo muito refinado tecicamente, não conseguia se impor em campo. Já Douglas Coutinho pouco fazia, ainda sobrecarregando Léo na marcação. 


Dessa forma, o destaque ofensivo era Crysan. Flutuando no campo de ataque, o jovem, desde sempre questionado pela torcida, foi o principal responsável por levar perigo ao Coxa. Tentava dribles, se movimentava muito, incomodava. Até ser recompensado.


Na melhor chance do Furacão no primeiro tempo, João Pedro subiu pela esquerda e cruzou buscando Luís Henrique. A bola espirrou e sobrou para Crysan, que finalizou com muita tranquilidade, de fora, encontrando o cantinho da meta defendida por Wilson. Belo gol. 


O segundo tempo reservou mais "grandes momentos". Logo aos 9, Zé Ivaldo salvou uma bola em cima da linha após boa jogada de Galdezani. Depois, Iago, aproveitando brecha pela esquerda, finalizou para a defesa de Santos. 


Bruno Pivetti passou a deixar o time mais defensivo. João Pedro, principal articulador, saiu lesionado para a entrada de Renan Paulino. Logo depois, Jacy entrou na vaga de Luiz Otávio, formando uma linha de cinco na defesa, semelhante à do jogo contra o Capiatá no Paraguai. 


A partir desse momento, o Coxa só ameçava o Atlético em lances de reclamação de pênaltis. Nenhum ocorreu. Em contrapartida, o Furacão conseguiu fechar a noite com chave de ouro. Sidcley, que entrou na vaga de Lodi perto do fim da partida, puxou contra-ataque e "achou" uma falta para o Atlético, muito próxima da área. 


Com moral, Crysan chamou a responsabilidade. Carimbou a barreira. No rebote, Douglas Coutinho, atento, tirou de Wilson. Luís Henrique ainda tocou na bola antes de entrar, mas o juíz deu o gol para Coutinho. Lance que fechou a partida, decretando a festa na Baixada. 


Como legado positivo, além de, obviamente, a transmissão pelo Youtube, uma equipe com personalidade. Em desenvolvimento, o time "B" do Atlético vai mostrando suas caras.


Santos é um goleiro perfeitamente capaz de substituir Weverton. Wanderson cada vez mais passa confiança, podendo até brigar por vaga entre os titulares. Luiz Otávio precisa amadurecer, assim como Luís Henrique, que teve mais uma atuação fraca. Os principais destaques foram Rossetto e Crysan. Esse segundo, inclusive, parece ser uma eterna incógnita. Que o jogo de hoje, além de uma vitória saborosa no clássico, sirva como um divisor de águas para um jogador talentoso que ainda não conseguiu se provar. 


Gazeta Press
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Comemoração de Crysan à la Ronaldinho Gaúcho: sobrou provocação à torcida do Coxa