Galo 0 x 2 Vitória: um filme de terror sem fim

O filme começou contra o Flamengo, ainda no seu primeiro ato. Como todo boa película de terror, o início era feliz, com uma ilusão de que estava tudo bem, até que a história se desenrola. O terror se aproxima do espectador e, até o final, os sustos se mesclam com a esperança de dias melhores. Contra o Vitória, na sexta cena do Brasileirão, o Galo ainda amedronta seus torcedores, sem parecer chegar ao fim desse filme de terror.


A cena desse domingo teve alguns atos assombrosos antes mesmo de chegar em seu ápice. Antes mesmo de seu início, mais um desfalque no lado Alvinegro apareceria: Alex Silva, o único lateral direito que tínhamos, sofreu uma crise de bronquite no início do dia, sendo cortado. Yago, volante, foi improvisado na posição - e aí tudo começou a se tornar mais sombrio.


A defesa, que já contava com o desfalque de Leonardo Silva, também estava sem Gabriel, que machucou contra o Avaí e foi poupado em Salvador. Logo, contávamos com dois reservas: Felipe Santana e Erazo. Na esquerda, Fábio Santos não poderia atuar devido à suspensão automática. Era a defesa reserva contra um Vitória que precisava da vitória (sem trocadilhos). 


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Marcelo Malaquias/Gazeta Press
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Dessa vez, Victor nada pôde fazer


Não demorou muito para a primeira dor vir. O reserva Erazo, com inveja do ex-zagueiro Atleticano Werley, resolveu cuidar de duas tartarugas. Diferente da cria da base, o equatoriano deixou as duas fugirem, fazendo falta infantil em Kieza dentro da área após perder na corrida. Pênalti que, nessa feita, Victor nada pôde fazer.


Antes mesmo do pênalti, o Galo já não conseguia criar nenhuma jogada que assustasse o fraco time do Vitória. O meio de campo não conseguia fazer que a bola chegasse ao artilheiro, deixando Fred sozinho para tentar quebrar algum lançamento vindo da defesa. Depois do gol adversário, o que já era nulo se manteve e o Atlético ainda contou com a 'sorte' de não levar mais após duas furadas de Felipe Santana.


No segundo tempo, a improvisada lateral direita precisou de nova alteração, já que Yago sofreu com dores. Entrou Ralph em jogo, colocando Elias na posição. E a falta de criatividade se manteve, com sustos de vez em quando na defesa Atleticana e uma bola de Fred que carimbou o travessão. Não era nosso dia. Faz um bom tempo que não é nosso dia.


O Atlético entrou em um filme de terror sem fim. Principalmente no Brasileiro, o time não consegue engrenar, dando calafrios na torcida que tanto espera de um dos 'melhores elencos do país'. O calendário não nos permite ter calma para corrigir. E é melhor transformar esse filme de terror em algo melhor enquanto é tempo. 


Marcelo Malaquias/Gazeta Press
Marcelo Malaquias/Gazeta Press

O filme de terror Atleticano nos deixa com a pior das caras