Galo 1 x 0 Avaí: não existe vitória feia

Não tem como mudar o imutável. Para quebrar uma sequência de resultados ruins, para virar uma decisão ou para conquistar um título, o Atleticano precisa sofrer. É como se fosse a senha para ter acesso à felicidade: o banco de alegrias Alvinegras só aceita a tortura como pagamento, até mesmo contra times pequenos. O importante é que a vitória veio - e feio mesmo seria não ganhar.


Contra o Avaí, o torcedor mais desavisado esperava um jogo tranquilo, sem nenhum sobressalto ou algo que fizesse os 90 minutos durarem uma eternidade. Pobre e iludido torcedor... Para o Galo, não existe nada que possa ser fácil, ainda mais contabilizando desfalques importantes, alguns de última hora como Felipe Santana, que vem substituindo bem Leonardo Silva. 


Além do capitão e de seu substituto, o Atlético ainda sentia a ausência de Adilson e Marcos Rocha, lesionados anteriormente. Cazares e Otero, servindo suas seleções, também eram faltas no Galo. Entretanto, é para isso que serve o elenco: alterar quando é necessário e suprir as ausências importantes do time.


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Bruno Cantini/Divulgação CAM
Bruno Cantini/Divulgação CAM

'Primeira vitória? Deixa comigo!'


O Avaí, que não tinha nada a ver com isso, tentou se impor no Horto, obrigando a defesa que contava com Gabriel e Erazo a trabalhar. Na frente, Alex Silva, o substituto de Rocha, tratou de aliviar a pressão sofrida nos minutos iniciais, colocando a bola para Fred, sempre ele, tirar as mágoas dele e do Galo, já que o artilheiro do ano ainda não tinha marcado no Brasileirão.


Robinho e Valdívia alternavam-se entre as pontas, buscando jogo a todo instante. O 'Rei das Pedaladas' correu, desarmou, tocou e fez de tudo um pouco. Já o 'PokoPika', mesmo com um período sem jogar, procurava espaços para servir e também para finalizar, chegando a assustar o goleiro adversário. 


Porém, o banco da felicidade Alvinegra cobrou um juros de último momento e o zagueiro Gabriel, sentindo desconforto muscular, saiu para a entrada de Rodrigão. O que restou no segundo tempo, que contou com Rafael Moura no lugar de Fred e Marlone no lugar de Robinho, foi um misto de 'acaba logo, seu juiz' com um 'acha um golzinho aí, Galo'. Restou a primeira opção, e a primeira vitória no campeonato nacional veio.


Não foi bonito. O Atleticano esperava mais, mesmo com vários desfalques. Mas o que interessa são os três pontos. Inspirando em Dadá Maravilha, a lição de hoje é: não existe vitória feia. O feio é não ganhar. E o Galo ganhou, retirando a zica do Brasileirão e começando sua série vitoriosa. Que essas continuem vindo - feias ou não.


Araceli Souza/Gazeta Press
Araceli Souza/Gazeta Press

Hora de correr em direção às próximas vitórias