Galo: à procura de uma identidade

Quem é você, ó time preto e branco que não cativa como antes? O que aconteceu com aquela gana que você tanto demonstrava nas adversidades? Cadê sua qualidade, técnica e capacidade de superar a tempestade? Onde é que você está, que se escondeu dentro de uma capa irreconhecível? Afinal, onde está a sua identidade, Galo?


Cadê aquele time que, até pouco tempo, estava embalado por uma sequência de vitórias? Onde foi que as peças, que antes pareciam se encaixar, deixaram de dar a liga necessária? 


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Abatido e irreconhecível: quem é o Galo de 2017?


Precisamos, antes, fazer uma análise clínica. Depois de 2013, muita coisa se modificou, desde o nosso próprio estilo de jogar até mesmo a postura na arquibancada, que passou de 'apoio incondicional' para 'exigimos títulos'. Os técnicos foram sendo trocados um a um e, a partir de então, nossa identidade demorou a ser encontrada. Depois de Cuca, passaram Paulo Autuori, Levir - o único que ficou por mais de um ano e foi demitido após conquistar um vice-campeonato Brasileiro com um time limitado -, Diego Aguirre, Marcelo Oliveira e agora Roger.


Os jogadores também rodaram, mas com menor velocidade do que o comando técnico. Medalhões como Robinho e Fred vieram, ídolos como Jô, Pierre e Donizete se foram e fomos encaixando um novo estilo. O estilo, porém, ficou perdido em meio a uma bagunça, onde não conseguimos identificar o que somos e como jogamos.


Vários fatores precisam ser analisados após a derrota de ontem. É bem verdade que o gramado do jogo conra o Libertad limitou as opções ofensivas do Atlético, mas tanto Roger quanto os jgoadores precisam dar uma resposta mais incisiva a um time que tanto investiu. Fábio Santos continua perdido e não é nem metade do que demonstrou no ano passado. Rafael Carioca insiste em trabalhar como uma enceradeira e Danilo, que apareceu como uma surpresa no início de ano, demonstra ser um novo Patric. Cazares, por sua vez, tem a qualidade já conhecida e o pouco juízo sempre reafirmado.


Roger, que veio como uma salvação diante a pixotada apresentada pelos últimos treinadores, tenta engrenar a máquina Atlético, mas estamos todos presos em uma farmácia procurando remédios que nos façam recuperar a identidade Atleticana. Ainda é um começo de trabalho e ainda resta paciência, mas, enquanto não dermos resposta em campo, ficaremos para trás - e de nada adiantará esperar. Acorde e se encontre, Galo! Para ontem.


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Reerga-se e torne a ter a identidade do Galo forte vingador