Galo: o imediatismo que nos mata

Por Daniel Michelini


Quero resultados já. Não me importa se o processo para conquistá-los seja duradouro. Não acredito em trabalho a longo prazo, nem em planejamento feito por quem já demonstrou qualidade e competência em outros lugares que não fosse aqui. Paciência? Para quê? Título nada mais é do que obrigação. Olha a grana que estamos investindo. Olha o preço que pagamos pelos ingressos. E os jogadores renomados? Com certeza, não ganham pouco. Se recebem muito, tem que jogar muito. E em todos os jogos, independente do campeonato. Priorizar competição importante? Balela. Eu quero é sangue no olho em Campeonato Mineiro.


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Vamos, Galo! Queremos atitudes imediatas


E daí que o estilo do novo técnico trata-se de uma maneira diferente do jogo adotado pelo Galo desde 2012? Eu não tenho culpa disso, e nem preciso ter paciência. Já foi provado que sequência a técnicos não ganha nada. Cuca? Foi um tiro de sorte. Perdeu os seis primeiros jogos quando assumiu o Galo e ainda foi goleado pelo rival na última rodada do Brasileiro. Deveria ter saído ali para dar lugar a algum outro técnico experiente. Talvez Luxemburgo. Ah, mas depois dele veio o Levir. Chegou e foi eliminado no primeiro jogo. Ridículo. Como um cara desses vai ganhar algo? Ah, a Copa do Brasil e o vice brasileiro com um elenco mediano? Acontece. Nada anormal, mas não foi sequência de trabalho. Eu quero é imediato, quero agora.


Rapaz, a solução mais fácil é tirar o Roger [Machado]. Só uma parte da torcida que está contra isso. “Por que não escala Cazares. Cazares é o novo Ronaldinho”. Gente, esquece o time do Ronaldinho. Aquele não existe mais. É um acordo trazer o Cuca de volta, com Tardelli, Bernard, com tudo.


Se as lições dadas pelo imediatismo de outros anos serviram para alguma coisa? Pff. Aliás, que lições? Eu quero é títulos a qualquer custo. Ah, e a Libertadores nunca esteve tão fácil. Parece um aglomerado de times varzeanos que se juntaram para um torneio qualquer. Que esses jogadores que aí estão entendam, de uma vez por todas, da noite para o dia, o novo estilo de jogo do Galo. Ou vai sobrar para eles também.


Para os mais desentendidos, pode ser que contenha ironia em alguma parte do texto.


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'Cinco títulos de uma só vez?! Calma!'