A utopia salvará o Atlético

Eu vejo um futuro utópico a minha frente. Eu vejo Robinho e Fred trocando passes na entrada da área, com a bolsa caindo magistralmente nos pés de Otero. Com um chute mágico, a bola voa até o ângulo. O goleiro apenas assiste, abismado, ao terceiro gol que sacramenta o título da Libertadores do Atlético, erguido por Leonardo Silva.


Mal parece aquele começo assustador, com um empate apático contra o Godoy Cruz. Não que o empate seja o problema, ainda mais levando em consideração que a partida foi realizada na Argentina. O susto - por assim dizer - é ver o Galo sem conseguir construir suas jogadas, em um misto de decepção ao não ver tanto resultado de Roger.


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Hora de dominar a situação


Sabemos que (ainda) estamos no início de temporada e os resultados não irão aparecer por mágica. A Libertadores, de forma mais extensa, permitirá uma evolução do elenco. Entretanto, três meses depois da chegada do treinador, vimos boas atuações contra adversários fracos e apagões, transformando a cena retratada no início em uma breve utopia de um Atleticano sonhador.



Alguns jogadores parece que despediram junto com Marcelo Oliveira, como Fábio Santos, que apresenta um futebol para se esquecer em 2017. Cazares, por sua vez, ficou apenas na ilusão que tomaria um jeito na carreira. Elias não estreou de fato pelo Atlético e Robinho não engrenou as atuações que o fizeram o artilheiro do ano passado.


Mas o que somos nós sem nossos sonhos, afinal? Se ainda é uma ilusão ver o time de Roger funcionando como um relógio, confiaremos no treinador para a equipe se ajustar. Se alguns jogadores ainda estão devendo, estaremos ao seu lado para levantá-los. Se ver Leonardo Silva erguendo a taça ao fim do ano está como um sonho distante, torceremos contra o vento para tornar a utopia real.


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Solta o grito, Fred! A utopia será real