No Mineirão, Corinthians costuma tremer diante do Galo

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O Corinthians vem a Belo Horizonte enfrentar o Galo pela penúltima rodada do primeiro turno do Brasileirão 2017. Chega na condição de líder e quase já proclamado campeão do torneio de forma antecipada. Tipo, 18 rodadas. É o melhor time do campeonato e, até aqui, invicto. O máximo que lhe acometeu de percalço pelo meio do caminho foi ser prejudicado por um gol mal anulado, do que andam reclamando como se fosse uma novidade no esporte bretão. Logo o time recordista de pênalti a favor desde os idos de Judas, seu primeiro presidente. Curioso ter acontecido num jogo contra o Flamengo, na rodada passada. Nessa queda de braço, quem tem o microfone tem ainda mais força que os donos da caneta.


Não foi exclusividade do time do Parque São Jorge a anulação de um gol no último final de semana. O Galo também foi prejudicado, tendo o gol legítimo do Adilson não validado. Rodada sim e na outra também, lá está o apitador de latinha dando um jeito de manter vivo o legado de José Roberto Wright em nossa memória. Somos arroz de festa da antessala do diretor de arbitragem da confederação, batendo ponto para pedir afastamento de árbitros que erraram contra o Galo. Diferentemente dos paulistas, as nossas demandas costumam não ser aceitas e os prejuízos se repetem insistentemente.


O jogo entre os dois times postulantes ao título de 1999 e 2015 acontecerá no Gigante da Pampulha, de amarga lembrança para os visitantes, que sofreram um revés histórico na Copa do Brasil de 2014. Bastava-lhes um empate que seguiriam firmes para a semifinal. Poderiam jogar pelo resultado. Mas quiseram jogar aberto, mostrar que eram os bambambam da parada toda. E até saíram na frente. Mas os 4 gols anotados pelo time de Levir deixaram o time de Mano de quatro no ato.


Essa será a primeira vez que se enfrentarão no mesmo palco depois daquela eliminação acachapante. Será que tremerão de novo?


Quem não pode tremer é a arbitragem. E aí reside parte da minha preocupação. Porque o Galo reclamar na CBF dos gols mal anulados, dos pênaltis mal marcados e dos cartões mal aplicados é o mesmo que nada. Nossa força política é anos-luz menor nos calabouços da confederação que um Corinthians, por exemplo. E isso poderia até soar como um elogio, porque é aquela coisa: diga-me com quem andas… Contudo, é o temor de uma arbitragem tendenciosa à causa corintiana que me angustia neste pré-jogo. E, claro, a preocupação clara com a própria performance do time de Micale. Porque de nada adianta Daronco vir apitar como manda o figurino se o Galo fizer feio diante da sua torcida, algo que não tem sido raro.


Que seja um jogo justo, um lindo espetáculo, com muita paz fora dos gramados e muita entrega dentro dele. E que o visitante faça o que sabe fazer de melhor quando joga contra do Galo dentro do Mineirão: esqueça da revisão ortográfica e trema. Trema muito na Pampulha, Corinthians.