O Horto precisa ir pro banco; é hora do Mineirão jogar para o Galo

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


O Atlético chega aos 20 pontos no Campeonato Brasileiro de 2017 e ocupa, momentaneamente, a 10ª colocação ao fim do 1˚ terço do torneio. Pode ser superado pelo Botafogo, que joga nesta segunda-feira contra o Sport. Com a vitória por 2 a 1 em cima do xará de Goiás, o Atlético se afasta da parte subalterna da tabela e há quem saque a calculadora para fazer seus prognósticos de quanto falta para assumir a liderança do Brasileirão. Do outro lado, há quem persiga o número mágico: 45 pontos e manutenção da equipe na elite do futebol brasileiro.


Os gols de Fred e Elias, ambos anotados na segunda etapa da partida contra o Dragão, evitaram o vexame de mais uma derrota para um dos times que brigam contra o descenso, vergonha essa já vivida este ano quando perdemos, fora de casa, para o Vitória, numa das apresentações mais desastrosas do time de Roger na temporada. Performance parecida com a do primeiro tempo do jogo de ontem, quando o Galo sequer ameaçou a meta adversária. E, não fosse Victor, o estrago poderia ser maior e os tentos anotados pelo Galo não seriam suficientes para a vitória. E há quem cornete o santo. Vai entender…


Levando em consideração a tabela atual, jogamos contra os times da 15ª (Atlético-PR) à 20ª posição (Atlético-GO) - é, as franquias não estão lá essas coisas!Foram 18 pontos disputados e 10 conquistados em jogos contra os times do Z4 ou que orbitam a ‘zona da confusão’, como diria Vanderlei Luxemburgo. Derrotas para o xará do Paraná, em pleno Independência, e o já referido revés em Salvador-BA. Vitórias em cima do Avaí em casa e São Paulo, no Morumbi, além dos 3 pontos conquistados em Goiânia. Um empate com a Ponte Preta, no Horto.


Olhando para a ponta da tabela, entre os 9 primeiros colocados, o Galo já jogou com outros 6. Do 3º ao 9º, com exceção do 8º.  Foram18 pontos disputados e apenas seis conquistados. Uma única vitória: Cruzeiro, atual 7º colocado. Derrotas para Fluminense e Santos, ambos em casa, e empates com Flamengo, Palmeiras e Sport.


O Atlético de 2017 é muito diferente, em diversos aspectos, dos anos anteriores. Costumávamos perder pontos fora de casa e, em especial, para times na rabeira da tabela. Em casa, éramos imbatíveis, temidos pelos adversários e celebrados pela torcida. O ataque alvinegro era mortal e a defesa dava vontade de morrer.


Hoje em dia, somos medianos em tudo! Nem tão mal no ataque (16 gols, 8˚ no quesito), nem tão desastroso na defesa (15 gols levados, 5ª menos vazada). Somos aquele time xoxo, que nem fede e nem cheira. E, assim, seguimos chutando cachorro morto pelo caminho enquanto não fazemos o dever de casa de quem busca algo maior, que é vencer grandes jogos. Salvo quando é clássico, visto que eles tremem quando nos enfrentam.


Não, não irei festejar a vitória de domingo. Não passou de obrigação. Voltarei a comemorar quando o Galo aprumar a crista tanto em casa quanto na cozinha alheia, contra os times que estão no topo da montanha.


E já que o Independência não tem produzido o seu efeito amedrontador de outrora, que o Galo leve seus jogos para o Mineirão, preço popular, lotado, onde corneta que vaia o time durante o jogo não se cria. A mística do Horto precisa de um descanso. Dos 21 pontos disputados, apenas 8 coletados. É como jogador em vias de se lesionar pelo cansaço. Precisa esquentar um banco, recuperar. É hora da ADEMG anunciar a substituição. Sai: Independência. Entra: Gigante da Pampulha.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Galo e Mineirão: tá na hora da gente se encontrar


Nota: preciso deixar claro que, quando peço jogo do Galo no Mineirão, não levo em consideração o custo da operação, dos valores financeiros envolvidos. É só desejo de torcedor, mesmo. E, nesse sentido, há que se debater qual seria a estratégia para alcançar o resultado financeiro positivo de levar o jogo para lá, o valor do ingresso X o n˚ de ingressos vendidos. A gestão financeira no futebol é coisa séria.