Galo: falta vergonha na cara e mais 28 pontos para fugir da série B

O Galo perdeu mais uma partida no Independência. O ‘caiu no Horto, tá morto’ morreu, escafedeu-se. A derrota para o Santos de Levir Culpi foi a 3ª em nossos domínios e joga por terra toda a recuperação esperada para o restante do Brasileirão. 17 pontos em 13 jogos, 2 pontos a mais que o primeiro da lista do Z4. Tudo o que almejamos, a partir de agora, são os 45 que nos livrarão do risco de rebaixamento. “Time sem vergonha”, cantou a torcida. A equipe de Roger Machado está tão desacreditada quanto a classe política brasileira.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Se Levir Culpi é mesmo um burro com sorte, como ele mesmo se autodenomina e intitulou seu livro, Roger Machado pode ser considerado um cabra esperto mas com uma inhaca dos demônios, coisa que nem todo o sal grosso do mundo pode tirar. Porque, se Levir saiu do Galo por ter seu trabalho questionado pela diretoria alvinegra ao final de 2015, quando conquistou um vice-campeonato com o Atlético, como poderia ter batido o nosso poderoso elenco e promissor treinador, e ainda jogando com metade do seu time reserva? Só pode ser coisa de sorte ou azar, certo?


Longe disso! Há um descompasso perceptivo nas apresentações do Atlético em 2017 e só quem vive o vestiário atleticano será capaz de explicar o que falta para que a coisa verdadeiramente mude. A falta de comprometimento com o Brasileirão é evidente. Como os caciques do time já levantaram essa taça algumas vezes, não se importam de deixá-la de lado, mesmo que seja um desejo antigo do torcedor. A displicência dos jogadores durante a partida, com pênaltis perdidos e finalizações/decisões equivocadas é óbvia. Tá tão feio que deveriam ter vergonha de aceitarem seus salários.


Mas, como cantou a torcida hoje no Horto, um time sem brio na cara não se importa de fazer um papelão como esse. Dali, salvam-se poucos. Voltamos ao início dos anos 2.000. O alvo, no Brasileirão, é não cair. E se a diretoria alvinegra não tomar pé da situação, o projeto 2018 será tentar uma vaga na Libertadores do próximo ano. Talvez com o Levir de volta ao comando, como das outras vezes que veio nos salvar. Ao menos, perder em casa será menos frequente… Que vergonha!


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Galo: 'poko' sem rumo no Brasileirão