Maluf: mais um craque do Galo que sai do clube para entrar para a história

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


“Minha bandeira é o clube que eu trabalho”, disse Eduardo Maluf exatos 7 anos atrás quando chegou à direção de futebol do Atlético, trazido pelas mãos do então presidente alvinegro Alexandre Kalil. Era junho de 2010, pouco antes da Copa do Mundo da África do Sul, ainda na era Vanderlei Luxemburgo. Chegou com bastante experiência e muita desconfiança, pelo trabalho pregresso e vitorioso no rival citadino.


“Na vida, primeiro a gente prepara o terreno, depois a base, e depois vai construir”, disse Maluf em sua em sua primeira entrevista como dirigente atleticano. E, salvo um Marquinhos Cambalhota ou outro, Maluf demonstrou uma competência ímpar para garantir contratações necessárias para que o Galo encorpasse o seu elenco e pudesse conquistar tudo o que angariou nos anos seguintes à sua chegada. 4 vezes campeão mineiro (2012, 2013, 2015 e 2017), campeão da Libertadores (2013), da Recopa Sul-Americana (2014) e da Copa do Brasil (2014).


“Não desminto, não confirmo” era uma de suas frases prediletas. E, assim, mineiramente, Maluf foi decisivo na contratação impactante de jogadores os quais nós, nem em dias de megalomaníacos dirigentes do FutManager, sonhamos vê-los vestidos com o manto alvinegro. E, mais do que isso, gerenciar o ambiente interno e as relações com empresários, a logística e tudo o que envolveu o futebol atleticano nos últimos anos.


“Você tem o dia de chegar e tem o dia de sair,” vaticinou o dirigente numa entrevista onde explicava a saída de um dos ídolos atleticanos do período recente. A vida, assim como no futebol, ratifica suas palavras. Essa hora também chegou para ele, Maluf, que nos deixou hoje, depois de uma batalha incessante contra um câncer no estômago.


Assim como tantos atletas trazidos por ele, que chegaram funcionários e saíram torcedores, Maluf torcerá por nós ao lado de outros ilustres atleticanos que nos iluminam lá de cima. Ele é mais um craque do Galo que sai do clube para entrar para a história. Aqui, o vazio e a homenagem a esse que foi um R10 dos bastidores do Galo. E o nosso agradecimento, prece e carinho. Obrigado, Maluf.