Precisamos falar outra vez sobre o 4 a 1 em cima do Corinthians, Mano?

Getty Images
Getty Images

Escuta aqui, Mano


A dor da humilhação deixa marcas indeléveis. Lá está o competente treinador de futebol e ex-comandante da seleção brasileira Mano Menezes esbravejando, mais uma vez, as chagas ainda abertas pelo 4 a 1 anotado pelo Atlético em cima do Corinthians comandado naquela época pelo treinador. Era Copa do Brasil e o time paulista havia conquistado uma importante vitória no jogo de ida pelas quartas de final, por 2 a 0, no Itaqueirão. Ao fim da primeira partida, Mano taxiou uma jocosa dança do aviãozinho pelo gramado, como se o boleto já estivesse faturado. Mas eis que Guilherme jogou o que sabia e como se não houvesse amanhã e, mesmo levando um gol no começo da partida de volta, o Galo garantiu sua vaga para a semifinal com uma virada histórica. Há quem diga: 1. que a dancinha de braços abertos de Marcos Rocha, Victor e cia limitada era uma resposta ao treinador; 2. que o treinador jamais se esqueceu dessa noite; 3. que a ida de Guilherme, André e Giovanni Augusto para o Corinthians foi o golpe de misericórdia do Galo no time paulista.


Desde que reassumiu o time do Barro Preto, o treinador de bons trabalhos e poucas conquistas, apesar dos 20 anos de carreira, vem protagonizando entrevistas repletas de rancor em seu coração ao falar do Galo. Dizendo ser prejudicado, cita lances onde a arbitragem teria favorecido o Atlético nos clássicos. Repete à exaustão as suas reclamações, recalcitrante. E basta uma análise dos especialistas de arbitragem para mostrar o quão errado, míope em sua demanda, está Mano Menezes.


Será Mano o mano mais chorão do futebol brasileiro? Ou será uma estratégia de forçar a arbitragem a decidir em favor do seu time em uma hora de indecisão?



O título do Campeonato Mineiro está sendo decidido pelos dois times mineiros da série A. O primeiro jogo, se não foi uma obra pronta e acabada da arte do futebol, foi uma aula de estratégia de ambas as partes. Muita entrega física, mas poucos lances plásticos. Na maior parte do tempo, em disputas leais. Vale ressaltar o clima cordial antes e depois do jogo entre os atletas rivais dentro de campo. Um exemplo para a torcida! Menos o comportamento do treinador celeste.


Você, provavelmente, irá se lembrar da simulação do técnico Antônio Carlos Zago, do Internacional, caindo ao chão após ser 'agredido' à beira do gramado. Esse tipo de conduta, assim como a do Mano, pouco acrescenta para o esporte e para o espetáculo. Tá na hora de mudar a chave, abandonar o ‘jeitinho’. Ou, no caso do Mano, já passou da hora de buscar ajuda profissional para superar os 4 a 1.


Vamos lá, Mano: você consegue superar, é só uma fase!