Roger, não copie os passos de Tite

Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Roger Machado é um promissor técnico brasileiro. No seu currículo, trabalho digno de elogios no Grêmio. Quando dá entrevistas, demonstra conhecimento profundo da teoria do futebol moderno. Seus atletas são unânimes em afirmar que o treinador oferece um programa de treinamentos modernos e desafiante. Dizem confiar plenamente nele. Há quem veja nele um discípulo do técnico da seleção brasileira, Tite.


Tite, atualmente o mais bem avaliado profissional de sua área no Brasil, também já foi um treinador promissor em seu início de carreira, tendo o seu trabalho no sul reconhecido em todo o território nacional, fazendo-o chegar ao Galo em 2005. Todos nós sabemos o que aconteceu naquele ano com o Atlético e com o treinador.


Torço para que as semelhanças entre Roger e Tite não se estendam às suas histórias no alvinegro e estou convicto de que não teremos o mesmo desfecho ao final do ano. Faço esse paralelo apenas para afirmar: Roger tem todas as prerrogativas para ser um expoente em sua profissão de treinador. Mas a falta de quilometragem pode estar afetando suas tomadas de decisão na atual temporada. A derrota atleticana diante do Libertad do Paraguai, nesta última quarta-feira, tem dedo, sim, do técnico.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético


Em que pese todo o estado do gramado – um pasto com marcas de cal, inapropriado até para a várzea –, duas equipes se enfrentaram em iguais condições, onze contra onze, e apenas uma atacou o adversário, fazendo o seu gol e garantido o resultado. Essa apatia, já vista em outros jogos e repetidamente registrada no blog, faz do Atlético um time qualquer, capaz de ser encurralado por URTs e Godoy Cruzes.


Se os atletas escolhidos para a temporada não estão correspondendo, é o treinador que deve exigir da direção as peças de reposição e, ao mesmo tempo, buscar alternativas. A responsabilidade é de todos, mas Roger, como comandante, deve ser cobrado.


Espero que Roger reaja e consiga os resultados necessários neste primeiro semestre. Quero vê-lo no Galo pelos próximos 10 anos e se tornando ainda mais vitorioso que seu guru. A forma como ele vai extrair o melhor do seu elenco e cobrar da diretoria os reforços necessários definirá sua continuidade ou não à frente do Atlético. O que vimos ontem, no Paraguai, não o credenciaria nem mesmo para terminar o mês de abril.


Bruno Cantini/ Atlético
Bruno Cantini/ Atlético

Otero e o futebol do Galo: caindo