Duas derrotas do Atlético Goianiense no empate contra o Bahia

Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

O empate contra o Bahia causou sérios problemas à vida atleticana neste campeonato


Fazia mais de quinze dias que a torcida atleticana estava empolgada depois da vitória contra o Corinthians. Em sua superfície, essa empolgação remetia àqueles clichês do futebol: o time pequeno que ganha do time grande, do lanterna que “rouba” heroicamente os pontos que deveriam ser previamente contabilizados na capanga do líder. Mas aquele grato acontecimento tinha a ver com coisas bem mais sérias para o futuro atleticano. Foi graças à vitória inesperada que começou a pulsar uma fraca luz no fim do túnel.

A existência dessa luz deveria vir a ser confirmada na última segunda-feira, na partida contra o time do Bahia. Também em sua superfície, a vitória em casa seria importante por duas razões: o Atlético jogava em casa e o Bahia, até o fim da competição, viria a ser um rival direto na luta contra o rebaixamento. Contudo, a importância desse jogo se dava também pela sequência de partidas que se colocam tanto para o Atlético Goianiense, quanto para os demais times que flertam ou vivem na região da degola.

Se tivéssemos chegados aos 21 pontos, estaríamos à uma vitória de sairmos da lanterna e poderíamos desenhar planos de curto prazo para evadirmos a zona de rebaixamento. Sem contar que torceríamos para tropeços importantes para a nossa sobrevivência. Na próxima rodada, Vitória e São Paulo fariam um confronto que, independente do resultado, produziria um encurtamento de distâncias. E, na 25ª rodada, teríamos Chape, Ponte e Avaí enfrentando jogos duros, e nós pegaríamos em casa um Cruzeiro pensando na Copa do Brasil.

Mas aí somos obrigados a conjugar todos os verbos dessa análise no futuro do pretérito, porque o time simplesmente não conseguiu se impor mediante o tricolor baiano. E isso por pura falta de vontade ou por falta de consciência dos jogadores sobre o vasto campo de possibilidades que a conquista desses três pontos representaria. Seja como for, fica evidente que as declarações dadas após o empate foram dignas de quem deseja enganar a si mesmo ou acha possível enganar o torcedor mais atento. Ou... as duas coisas!

Por um lado, João Paulo Sanches esteve correto ao dizer que perdemos a chance da vitória por conta de frouxidão. Mas não foi uma frouxidão momentânea. De apenas dez minutos, como ele mesmo disse. Foi a frouxidão de um time que consegue sair do primeiro tempo com uma magra vantagem e volta para o segundo tempo crente de que estava com a sua vidinha resolvida. Daí toma o empate e, depois disso, se vê obrigado a jogar com uma intensidade que parece ter sido abandonada lá nos vestiários.


Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

Apesar do gol, Luiz Fernando apresentou um futebol abaixo da média


Luiz Fernando atuou toda a etapa complementar iludido com o fato de ter feito um gol e, depois disso, nada mais fez. Talvez por conta da baixa umidade dos últimos dias, a bola parecia estar dando choque nos pés de Andrigo. Jorginho flertou com sua velha inconstância técnica e emocional. E, para colocar a cereja do bolo, tivemos que aguentar o André Castro provando que ele que não tem posição de origem porque não sabe nem mesmo qual seria o esporte envolvido num campeonato de futebol.

Com essa derrota (isso mesmo: DERROTA!), aquela fraca luz que apontou após a vitória contra o Corinthians simplesmente desapareceu. Perdemos a chance de prevalecer sobre um adversário direto que esteve longe de se mostrar superior em campo e perdemos a possibilidade de desenharmos um plano de recuperação que fosse minimamente crível. Voltamos para a penumbra e, ao invés de enfrentarmos a Ponte vislumbrando algo novo, teremos que entrar em campo com o peso de tais prejuízos.