O Atlético Goianiense precisa de um técnico para 2018

Getty Images
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Por que seria interessante pensar em um técnico para 2018?


Dado esse intervalo das datas FIFA, resolvi explorar o espaço do blog para pensar um pouco sobre as demandas futuras do Dragão. Não digo isso porque já tenho uma posição definitiva a respeito da atual temporada. Com um campeonato de jogos cada vez mais imprevisíveis, fica difícil sair dizendo quem vai ser o campeão do Brasileiro, quem vai angariar vaga em competições internacionais e quais serão os times que terão a segunda divisão como destino certo.

Mesmo que essa seja uma discussão em aberto, acredito que já é tempo de pensar nos nomes que prosseguirão no clube para a próxima temporada. Como já disse anteriormente, gosto muito do trabalho de João Paulo Sanches e acredito que ele deve ser o nome responsável pela direção do nosso elenco até o fim do ano. Contudo, sabemos que 2018 será marcado pela chegada e, principalmente, pela saída de uma leva considerável de jogadores.

Num mundo ideal, gostaria de ter a plena certeza que a diretoria seria capaz de efetivar a renovação de contrato de nomes como os de Bruno Pacheco, Paulinho, Gilvan e até mesmo do próprio Walter. Contudo, todos sabemos que uma temporada essencialmente norteada pelo improviso não será resolvida com a virada do ano. Mais uma vez, teremos uma dificuldade enorme de manter uma base e retornaremos a apostar em um outro conjunto de jogadores pouco conhecidos.


Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

Ainda que faça um excelente trabalho, João Paulo não possui o perfil condizente aos desafios da próxima temporada


Sendo assim, acredito que o comando do clube deveria providenciar um técnico que esteja disponível para a próxima temporada. Mesmo que Sanches faça esse time deslanchar e, quem sabe, permaneçamos na Série A, precisamos de um treinador para 2018. Nesse sentido, seria importante pensar em um nome que não só tivesse o conhecimento teórico e um bom domínio de grupo, mas que também fosse fundamental para cumprir a difícil tarefa de garimpar jogadores que tivessem estilo de jogo condizente ao desse novo comandante.

Eu bem sei que é o Adson assume a função de buscar os jogadores para o clube, mas acredito que seria hora de reorientar esse velho hábito dos gestores atleticanos. Nem que fosse por meio de um famoso ‘contrato de gaveta’, nosso diretor de futebol precisa desenvolver uma ação mais integrada com a comissão técnica, para que possamos ter um elenco mais coeso e ciente da proposta de jogo que se oferecer no ainda incerto 2018. Afinal, foi justamente isso que faltou nessa temporada: uma equipe com identidade e padrão de jogo.

Para não dizerem que estou criando um falso problema, poderia aqui me reportar a diversos casos, em outros clubes, de técnicos que não conseguem encaixar suas propostas de jogo com os elencos que lhes foram dados. É assim que acontece com Cuca no Palmeiras, ao pensar que as peças de 2016 funcionariam do mesmo jeito em 2017. E é assim que também aconteceu com Rogério Ceni em seus últimos meses de São Paulo, quando teve que repensar a equipe cada vez em que suas peças-chave eram vendidas para o exterior.

Hoje, eu não saberia indicar um nome que pudesse ser capaz de acumular essa função de ‘coautor’ na formação do elenco de 2018. Por outro lado, acredito que essa exigência viria a eliminar nomes que tiveram pouca rodagem pelo futebol, ainda que tivessem os tais cursos de formação atestariam a presença de um pensamento de jogo moderno. Ao fim, acredito que essa minha tese acaba reafirmando a necessidade de um PROJETO, por mais que o termo tenha ficado banalizado nas inúmeras declarações do ‘pofexô’ Luxemburgo.