Atlético Goianiense 1 x 0 Coritiba: 3 pontos que caíram do céu

Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

Um jogo feio, mas a vitória veio


Abrimos o segundo turno para jogarmos sem maiores objetivos. A pontuação na tabela, a recente derrota para o Fluminense, as boas atuações sem o devido retorno e as declarações da diretoria foram o combo perfeito para que os ânimos dos jogadores atleticanos fossem abatidos. Mesmo não sendo uma ciência exata, parece que essa foi a equação que explicou uma das piores atuações do time, em casa, nesse Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo foi uma lástima. Jogamos um futebol medíocre, que se sedimentou com a execução de ZERO FINALIZAÇÕES corretas nos primeiros quarenta e cinco minutos. Os atacantes bateram cabeça. Jorginho mais uma vez incorporou o Mestre dos Magos e resolveu sumir nas horas mais importantes do jogo. Mesmo jogando bem, Walter não conseguiu fazer as assistências que fizeram dele uma peça indispensável para o elenco. De certo modo, a partida contra o Coritiba parecia uma versão piorada do jogo contra o Grêmio.

A impressão que se tinha não era nada surpreendente. Mais uma vez, o time visitante se comportava como quem tinha a certeza da vitória. Bastava esperar o momento certo. Bastava que o Atlético executasse aquele erro primário que simplesmente custou dezenas e mais dezenas de pontos nesse campeonato. Eu estava convencido disso, outros torcedores também. E todos nós ficamos ainda mais convencidos disso por conta da atuação de João Paulo Sanches à beira do gramado.

Isso porque, com apenas quinze minutos da segunda etapa, o time apresentou um futebol ainda mais medíocre, e João Paulo, por sua vez, simplesmente não ensaiou nenhum tipo de mexida de efeito. A cada minuto de futebol jogado por Niltinho e Diego Rosa, a torcida se incomodava com aquele comportamento paciente e inoperante de João Paulo. Essa agonia se arrastou até os dezesseis minutos, quando ele chama Bruno Lopes para, teoricamente, substituir um dos homens de frente do Dragão.

Mas aí foi então que as forças anímicas do Sobrenatural Futebol Clube entraram em ação. Num lance de completo oportunismo, o sonolento Jorginho aproveitou uma bola dividida na área pelo obtuso Diego Rosa, mandou um chute cruzado e, graças a um desvio da zaga do Coxa, veio aquele golzinho sofrido que já nos fez falta tantas vezes. Era a combinação perfeita: um gol sofrido para um jogo sofrível. Daí para frente, o elenco atleticano entrou em modo de sobrevivência, tentando segurar a bola na frente e se virando atrás.

Depois do gol, Sanches tomou uma ação muito esquisita: resolveu hesitar na entrada de Breno Lopes. O jogador voltou a vestir o colete de reserva e foi para o banco. Aquilo não fez o menor sentido para mim. É verdade que estávamos a frente no placar, mas a falta de ofensividade não mudou por conta de um gol horroroso. Passados cinco minutos, Sanches parece ter se dado conta o quanto a leitura de jogo dele estava sendo terrivelmente boleira. Diego Rosa saiu e Breno Lopes entrou.

As coisas não melhoraram muito, pois todo o setor ofensivo ficou devendo essa tarde. Com o passar de alguns minutos, a possibilidade de ampliação do placar logo se converteu em administração de resultado. Marcão entrou no fim do jogo e, com certa dose de perigo, conseguimos segurar o placar esquelético. Para além da vitória e dos três pontos, vamos para a dura sequência contra Flamengo e Corinthians um pouquinho mais confiantes. Vai que surgem uns tentos inesperados por aí, né?