Contrata-se um finalizador: tratar com Atlético Goianiense

Divulgação/Atlético Goianiense
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Apesar do esforço dos demais, o Dragão precisa de um matador nato


Alguém aqui imaginaria que, no meio desse Brasileirão, o Atlético Goianiense estaria jogando de igual para igual com o vice-líder da competição? Eu acho que não, mas foi justamente isso que aconteceu na última quarta-feira, no confronto contra o Grêmio. Entramos em campo com a disposição de uma equipe que está evoluindo a cada partida e que já possui uma identidade mais clara quando está com a bola nos pés. O jogo foi tarde, era meio de semana, perdemos a partida, mas deu um orgulho imenso de ver o time em campo.

Ver o Atlético jogando bom futebol durante os quarenta e cinco minutos iniciais já não é nenhuma novidade para quem acompanha essa equipe de perto. Contudo, desde a partida contra o Botafogo, apresentamos uma consistência de jogo muito distinta desses lapsos de outrora. A entrada de João Paulo Sanches fez um bem danado para o plantel. Tendo em vista o acúmulo de derrotas sofridas e a angústia de não apresentarmos uma ‘cara’ até a metade desse ano, podemos afirmar que já temos algo.

Perder para uma equipe como a do Grêmio deveria ser posto como um resultado natural para um time que tem limitações orçamentárias e técnicas. O problema não foi esse. O problema é perder em casa para equipes como Atlético Paranaense e Vitória. O problema é tomar uma virada depois de conseguir abrir o placar contra uma equipe como a do Atlético Mineiro ou do Santos. O problema é ver o time tomando errando gols que poderiam ter colocado o Dragão em uma situação bem diferente na tabela.


Divulgação/Atlético Goianiense
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A tranquilidade no olhar de quem é interino, mas sabe que foi melhor que todos os técnicos efetivos


Em um primeiro momento, esses erros eram resultado da soma de dois fatores: falta de entrosamento e incapacidade de criar jogadas ofensivas. Até a estadia de Doriva, o time se resumia a alçar a bola na área no penúltimo toque na bola. Além de falta de inventividade, isso era a prova de que os jogadores ainda não confiavam uns nos outros, que ainda não se entendiam bem. Com a evidente melhora da condição de física de Walter e a boa entrada de Paulinho e Niltinho, passamos a ter um rendimento ofensivo muito superior.

Se antes lamentávamos porque não convertermos as pouquíssimas oportunidades de gol, vivemos agora com a ausência de um sujeito que possa assumir a condição de finalizador da equipe. Alguns torcedores, já há algum tempo, falam da possibilidade de utilizar João Pedro como homem de referência da equipe. No entanto, acredito que a pouca idade e a situação ruim no campeonato não permitem que ele seja o nome ideal. Muito provavelmente, essa seria uma responsabilidade que acabaria queimando o garoto.
Desse modo, acabo sendo responsável por anunciar aqui que existe uma vaga em aberto no ataque do Atlético Goianiense.

Atenção, o gerente ficou louco!

O time não está bem nas tabelas, meu caro candidato à artilheiro. Mas temos uma equipe que, apesar dos pesares, vem conseguindo encontrar forças para fazer um papel digno na principal competição do futebol brasileiro. Além disso, temos uma bela margem de valores para negociação, já que os cobres arrecadados com a venda do Everaldo já devem estar criando mofo nos cofres atleticanos. Isso se as obscuras dívidas do clube não driblarem nossas humildes esperanças, meu caro artilheiro!

Já que se torna cada vez mais desnecessária a busca por um ‘técnico de renome’, temos uma graninha para tentar atrair um sujeito que tenha um faro de gol um pouco mais aguçado. A gente bem sabe da vontade e do esforço dos que assumem hoje o ataque rubro-negro, mas está mais que evidente de que precisamos da intervenção de um especialista no assunto. Tendo hoje uma polpuda e infeliz leva de 14 milhões de desempregados, ‘né possíví’ que não exista um matador dando sopa nesse Brasilzão de Meu Deus™.