Atlético-GO 3 x 1 Avai: o Dragão está finalmente ganhando uma cara

Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

Em evolução, o time do Atlético Goianiense repete o placar de estreia no Estádio Olímpico


O Dragão está finalmente ganhando uma cara. Isso não tem a ver com a nova vitória contra o Avai, mas com a considerável guinada técnica e psicológica ocorrida nas três últimas partidas pelo Campeonato Brasileiro. O mais natural nesse processo é ver uma série de avanços e recuos. Por mais que os jogadores e, principalmente os torcedores, se sintam em uma outra situação, não dá para ficar nessa sanha de querer que as coisas se alterem do dia para a noite.

Sem dúvida alguma, o maior avanço notado é a transformação do Estádio Olímpico em um verdadeiro lar para cada um dos jogadores rubro-negros. Mesmo que isso já tenha acontecido no ano passado, devemos lembrar que não vivemos algo que seja parecido com aquele contexto distinto. Hoje, em 15 de junho de 2017, temos um outro grupo de jogadores e não temos a pretensão de figurar as mais altas posições da tabela.

Isso não diminui em nada o mérito da nossa batalha, cada bola dividida e cada ponto conquistado fazem tudo isso valer muito a pena. Na noite de quinta, essa gana de fazer valer o mando de campo foi muito clara desde os primeiros minutos de jogo. Em pouco tempo não ficou escancarado só o predomínio atleticano, mas também que o plantel atleticano era muito superior com a bola no pé.


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O mapa de calor evidencia como o jogo pela ala esquerda foi o grande trunfo contra o Avai


Esse trunfo gritante foi muito importante na vitória de hoje. Mantivemos a bola na frente e nossos homens de ataque souberam fazer isso com muita qualidade. O setor esquerdo do Atlético Goianiense foi um espetáculo à parte, com dois grandes destaques: o trabalho hercúleo de Bruno Pacheco, que atuou forte tanto na defesa quanto no ataque; e a mudança de posicionamento de Breno Lopes, que facilitou imensamente a vida do Jorginho na criação.

A superioridade foi evidente, mas fez com que a nossa equipe flertasse com maiores problemas durante a partida. Lembram do ‘soninho’? Aquele sobre o qual Renato Gaúcho falou na vitória do Grêmio contra o Deportes Iquique, pela Libertadores? Então... houve esse tal ‘soninho’ no Atlético em, pelo menos, três momentos da partida de ontem:

- O primeiro nos minutos iniciais, quando já poderíamos abrir o placar, mas não acelerávamos a bola de forma minimamente satisfatória.

- O segundo, no próprio gol do Avai, que só achou aquela jogada porque o time do Atlético se acomodou logo que abriu o placar.

- O terceiro, entre os 20 e 35 minutos do 2º tempo, quando o time ficou dando alguns chutões e se recusou a arrematar a partida com as tabelas que garantiam o controle da partida.

Sorte nossa que, mesmo sendo um concorrente direto, o Avai se prestou a fazer um verdadeiro ‘cosplay’ do Atlético Goianiense jogando o Campeonato Goiano de 2017. Nos últimos dez minutos, essa dispersão passou e o time acabou sendo mais uma vez agraciado com a marcação de um pênalti escandaloso. Como o Everaldo marcou mais dois gols, vou chamá-lo novamente de mito/monstro, porque superstição é bom e eu gosto.

O único lado bom de ter demorado a arrematar jogo foi a consequente anulação da novelinha ‘Bota o Waltão para jogar, Doriva!’. Se o terceiro gol tivesse saído 10 ou 15 minutos antes, teríamos que presenciar esse tipo de cena desnecessária. Ao que parece, as contingências do jogo não foram suficientemente óbvias para que o próprio Walter entendesse que ele não deveria entrar. Mimado, destratou o auxiliar técnico de forma desnecessária.

Nem vou entrar no mérito da questão, pois o mais importante é ver que o Atlético está melhorando na competição. Se o Walter não tem maturidade de enxergar isso e não quer crescer junto com seus companheiros, o azar é dele e de mais ninguém. Só lamento pelos cofres atleticanos, que poderiam aproveitar essa grana com outros jogadores profissionais. Agora é encarar o rubro-negro paranaense, buscando a vitória e nada menos que isso.