O começo da normalidade no Atlético Goianiense

Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

A vitória contra o fraco Itumbiara deve ser encarada com tranquilidade pela torcida


Desde o começo desse blog, boa parte dos textos aqui se dedicou a observar a construção de uma nova equipe atleticana. Muitos vieram, muitos se foram. As principais peças deixaram o elenco e fizeram com que o torcedor vivesse um tempo de grandes incertezas. A falta de gols e as derrotas por questões pontuais não deram sossego para ninguém. 

Com a vitória fora de casa por 3x0 nesse domingo, contra a equipe do Itumbiara, poderíamos fazer uma série de loas aos nomes que decidiram a partida. Negueba já nem precisa ser mais questionado como o titular absoluto na meia-direita, tendo Willians como substituto imediato. Jorginho assume a condição de protagonista da equipe e não tem ninguém à altura para poder substituí-lo. Mesma condição de Júnior Viçosa, que fez um primeiro tempo apagado, mas depois marcou o seu.

Fazendo um retrospecto sobre o que aconteceu nas três últimas partidas, temos uma oscilação de desempenho terrível para superar. Vencer um clássico contra o Vila Nova, com um placar apertado, é algo esperado. Bater um time com uma das piores campanhas do estadual, como o Itumbiara, por três gols de diferença, também deveria ser algo bastante previsível. Contudo, no meio desses dois eventos normais, tivemos aquele show de horrores contra o Iporá.

Desses três jogos, destaco a partida contra o Itumbiara como aquela em que justamente não temos nada do que reclamar, mas também não temos algo para comemorar. O Itumbiara é uma daquelas milhares equipes de interior que não conseguem preencher seu calendário e que, todo começo de ano, precisa atravessar uma enorme via crucis para formar uma equipe. Nem sempre foi assim, mas hoje estamos falando de um adversário que ainda não conseguiu ganhar nenhuma partida na temporada.

Não sou e nunca fui parâmetro para patrulhar a empolgação de ninguém, mas a vitória de hoje significa apenas que o time começou a fazer o que sempre foi esperado dele. Marcelo Cabo tem toda razão quando diz que essa foi a melhor partida do Atlético no ano. Contudo, essa deve ser a rotina de um time que, na maior parte desse tempo, só enfrentou equipes com diferenças estruturais e técnicas abissais. Enfim, torço para que a normalidade passe a ser vista como aquilo que ela somente deve ser: normal.