Uma noite de estreias e ressureições para o Atlético-GO

Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

Depois de muito insistir, Júnior Viçosa comemora o seu primeiro gol na temporada


Hoje o ‘Goianinho’ teve um jogo que destoa daquele marasmo que marca a maioria de suas partidas. O tanto de empate que aconteceu nesse primeiro turno e a média de gols baixa estão aí para comprovar a justeza do diminutivo que resolvi conceder ao estadual. Só que nessa segunda, como é próprio dessa coisa chamada futebol, a ideia de ‘evolução da equipe’ e a expectativa de jogo morno foram destruídas no empate do Atlético-GO, por 3 x 3, contra o Itumbiara.

Desde o primeiro jogo, eu estava fazendo uma ou outra menção sobre a consistência defensiva atleticana. No jogo que encerrou o primeiro turno, essa qualidade acabou sendo abalada, principalmente por conta da terrível atuação do zagueiro Roger Carvalho. Jogando de forma bastante ofensiva, parece que a equipe da fronteira impôs uma rotação de jogo a qual Roger não estava acostumado. Em todos os gols, teve um vacilo diferente do defensor.

Isso tira a importância do nosso capitão? De forma alguma, já que essa foi a primeira partida em que ele esteve distante das boas atuações mostradas nos jogos anteriores. Se quem costumava ir bem, jogou mal, quem buscava algo melhor em campo finalmente alcançou. A já vista postura insistente do atacante Júnior Viçosa se traduziu em gol, sendo ele responsável pela construção da jogada em que – na sua conclusão – o próprio atacante converteu o rebote do goleiro Rodrigo Calaça e abriu o placar.

Junto ao fim da ‘zica’ do Júnior Viçosa, o meia Jorginho acabou também sendo agraciado com um gol. Aproveitando um novo rebote, originado de cabeçada do Viçosa, o meia garantiu os primeiros dois gols em uma só partida para a equipe. Na prática, o fim do primeiro turno marcou a ressureição de dois veteranos que foram muito importantes na temporada passada. Que o poder renovador desses dois gols sejam o prenúncio de um protagonismo que a torcida espera dessas duas importantes peças. Amém? Amém!

Nem vou aqui perder tempo discutindo a validade dos dois pênaltis contra que impediram nossa vitória. Sou obrigado a concordar com o técnico Marcelo Cabo: são quatro penalidades em cinco jogos, e isso não pode passar despercebido para quem vai encarar pedreiras ainda piores nesse ano. Foi só achar um time mais ousado que o Dragão passou a tomar sufoco? Equipe que vai jogar série A não pode ficar dramatizando em cima de um juiz para encobrir as próprias limitações, que ficaram claras nos momentos que exigiram uma rápida transição defensiva.

Além do protagonismo dos velhos conhecidos, tivemos a estreia improvisada de Negueba na equipe atleticana. O plano do técnico era colocar nossa principal contratação para jogar somente na última meia hora de jogo. Com o mal-estar sentido por Willians, Negueba foi inserido na posição em que ele tradicionalmente costuma jogar. A disposição dele foi muito grande em campo, fazendo passes inteligentes e chegando a sofrer um pênalti que foi escandalosamente ignorado pela arbitragem.

Acredito que, se tiver condições jogo, Negueba poderia entrar no lugar de Willians no próximo domingo. Mesmo tendo sido um jogador dedicado em todos os jogos que se apresentou, Willians não teve a mesma versatilidade demonstrada pelo nosso estreante. Em detalhes muito sutis, percebemos que as decisões tomadas em campo por Negueba foram bem mais interessantes. Aos poucos, devemos fazer um elenco onde Marcelo tenha opções que minimizem a diferença entre os jogadores titulares e reservas.

No frigir dos ovos, achei a partida ao mesmo tempo animada e estranha. Ver duas equipes jogando ofensivamente em um campeonato estadual é quase um milagre para esses tempos de futebol medroso. Para variar, fizemos um primeiro tempo superior. Na volta, tivemos os vinte minutos de jogo mais intensos em todo o campeonato goiano. Com o passar do tempo, entramos em uma partida menos corrida e com as melhores oportunidades voltando ao controle da nossa equipe. Que venha o returno, senhores!


P.S. 1: A torcida está errada em pegar tanto no pé de Júnior Viçosa. Contudo, tem razão em perceber que o jogador simplesmente vive muito confortável, sem um outro centroavante que REALMENTE acirre a disputa pela posição.

P.S. 2: Com um horário DECENTE, mesmo sendo partida em meio de semana, o número de pagantes no Olímpico foi duas vezes maior. Bem que, com esse dado em mãos, a diretoria poderia parar de reclamar da torcida e experimentar uma inteira a R$ 20.