Atlético-GO 1 x 0 CRAC: um time problemático com a bola

Divulgação/Atlético Goianiense
Divulgação/Atlético Goianiense

Júnior Viçosa vem tendo muita dificuldade para efetivar seu papel de finalizador em campo


O o Atlético Goianiense fez a sua estreia no Estádio Olímpico, conseguindo a segunda vitória pelo magro placar de 1x0, contra o CRAC de Catalão. A essa altura do campeonato, notamos que a conquista desses três pontos terá grande valia. Isso porque, com dezoito partidas já realizadas, o Goianão já acumula a incrível marca de onze jogos empatados. Por esse dado, fica claro que o campeonato tem um nível técnico muito baixo e não servirá de teste para as equipes que possuem calendário mais extenso.

O time do Atlético teve o mesmo teve comportamento tático semelhante das últimas partidas. Começou pressionando a equipe adversária e mostrando um visível equilíbrio nas jogadas pelas duas laterais do campo, com uma atuação inicialmente mais intensa de Wanderson e Bruno Pacheco pelo lado esquerdo. No setor central, percebemos que Jorginho vem melhorando. Tanto que foi o responsável pela conclusão que resultou no gol atleticano.

No campo defensivo, tivemos uma atuação com muita disciplina tática por parte dos nossos jogadores. A recomposição era feita de forma bastante eficaz e as linhas de defesa conseguiram neutralizar a grande maioria das jogadas da frágil equipe do CRAC. Dessa vez, Bonfim se comportou melhor e, com isso, se mostrou mais útil no trabalho que era em grande parte confiada ao seguro Roger Carvalho.

O grande problema do time vem sendo a transição ofensiva, o justo momento em que os jogadores atleticanos têm a função de conduzir a bola contra a defesa adversária. Exceto pelas bolas alçadas na área, o momento de centralização das jogadas ainda é o grande drama do time atleticano. No primeiro tempo, o contato dos meias ofensivos com o atacante Júnior Viçosa era muito complicado. Na prática, o nove atleticano passava a se desdobrar para buscar o jogo ou não alcançava as bolas enfiadas na área.

No segundo tempo, a expectativa de melhora das ações ofensivas era grande. Não bastando a vantagem no placar, o time ainda contou com um homem a mais com a expulsão do meia Guaraci, que resolveu descontar a frustração com a equipe dando um tapa no próprio colega de equipe. Com um gol na frente e um tempo completo para jogar, imaginávamos que o Atlético teria uma vida fácil e poderia alargar o resultado.

Mas não foi esse o caso. Mesmo deixando a equipe mais ofensiva – com as entradas do meia Alípio e do atacante Luiz Fernando – a equipe atleticana continuou com o mesmo problema. Sem querer desmerecer a boa atuação do goleiro Bruno Colaço, ficou claro que o time não tem esquema claro quando tem a bola nos pés. Com apenas um volante no campo, o time ficou mais exposto e não converteu outro gol. Correu um risco enorme de levar o empate.

Os lances de impedimento e a falta de aproveitamento dos espaços deixados expõem a deficiência principal da equipe atleticana. Nossos avanços ao ataque ainda carecem de maior compactação e inteligência. A correria do nosso homem mais avançado e a dificuldade de fazer gol em situações hipoteticamente favoráveis são provas disso. Aparentemente, precisamos buscar volantes de maior qualidade (será que o Rodriguinho vem?) e esperamos que a entrada de Negueba na ponta esquerda quebre essa rotina dramática do setor ofensivo.