Atlético de Madrid vai enfrentar grupo mais complicado da era Simeone

Divulgação/Atlético de Madrid
Divulgação/Atlético de Madrid

Atlético de Madrid, Chelsea e Roma e Qarabag dividem o grupo C da UEFA Champions League 2017/18


Desde que começou a disputar a UEFA Champions League sob o comando do técnico Diego Simeone, o Atlético de Madrid nunca havia caído em um grupo tão complicado como desta vez. 


Vamos relembrar. 


Em 2013, o sorteio colocou o Atlético na mesma chave de Porto, Zenit e Austria Viena. Nada mal, afinal não havia nenhum gigante no caminho. O Atlético confirmou o favoritismo e passeou, com 5 vitórias e 1 empate, segunda melhor caampanha da primeira fase à época. 


Em 2014, a coisa piorou um pouquinho. O Atlético teve pela frente Juventus, Olympiacos e Malmö, da Suécia. A Velha Senhora era o único adversário que de fato assustava. No final das contas, a única derrota colchonera aconteceu na Grécia, o que nem assim impediu a classificação por antecipação e o primeiro lugar do grupo. 


Em 2015, o Atlético de Madrid encarou Benfica, Galatasaray e Astana, do Cazaquistão, na primeira fase. Assim como em 2013, nenhum bicho papão que amedrontasse. O Atlético chegou a tropeçar em casa contra os portugueses, mas mesmo assim acabou em primeiro lugar, com direito a vitória no Estádio da Luz na última rodada. 


No ano passado, o Atlético teve de enfrentar o Bayern de Munique logo na primeira fase. PSV Eindhoven e Rostov, da Rússia, eram as outras ameaças, ou seja, nada que impactasse além da conta. A equipe colchonera venceu todos seus primeiros cinco jogos e nem precisou levar a sério a última partida, justamente na Allianz Arena, em Munique.  


Só que desta vez, o Atlético de Madrid não tem motivo algum para sorrir depois do sorteio da última quinta-feira, realizado em Monaco.


Sem dúvida, a grande pedreira será o Chelsea. A boa notícia é que o restrospecto recente favorece o Atlético. Nos últimos cinco confrontos, são duas vitórias espanholas, dois empates e apenas uma vitória inglesa. Destaque para 2012, quando o Atlético enfiou 4 a 1 no Chelsea, na decisão da Supercopa da Europa.


No entanto, difícil imaginar um placar desses novamente. Afinal, será o duelo entre a melhor defesa do último Campeonato Espanhol e a segunda melhor defesa da última Premier League. Não à toa são duas equipes estereotipadas como defensivas ultimamente. Antonio Conte contra Diego Simeone será, no mínimo, interessante. Dois estrategistas de primeira.


O desenho da tabela da primeira fase prevê confronto entre Chelsea e Atlético de Madrid, em Stamford Bridge, na rodada derradeira. Já pensou se algum dos dois estiver precisando de resultado, ou mesmo ambos? Só imagino Diego Costa roendo as unhas no sofá da casa dele. 


Getty Images
Getty Images

Em 2014, o Atlético de Madrid eliminou o Chelsea na semi-final da UEFA Champions League, após vitória por 3 a 1 em Stamford Bridge, com gols de Adrián, Arda Turán e Diego Costa 


Em teoria, a Roma é a terceira força do grupo. Mas, ao mesmo tempo, uma ameaça real à classificação do Atlético. Em relação à última temporada, a equipe romanista perdeu seu goleiro titular, o polonês Szczesny, um de seus melhores zagueiros, o alemão Antonio Rüdiger, um dos grandes destaques de seu ataque, o egípcio Mohamed Salah, além de seu principal ídolo, Francesco Totti, e de seu técnico, Luciano Spaletti.


É um time renovado, agora sob o comando de Eusebio Di Francesco, que conta com alguns reforços importantes como Kolarov, Bruno Peres e Gregory Deffrel, atacante francês ex-Sassuolo. Logo na primeira rodada, no dia 12 de setembro, o Atlético de Madrid já terá a primeira grande decisão no Estádio Olímpico de Roma. 


O quarto elemento do grupo C é o Qarabag, do Azerbaijão, que pela primeira vez na história chega à fase de grupo da Champions League. A viagem é o principal fator a ser lamentado. Pouco mais de 5.500 quilômetros separam Madrid, na Espanha, de Agdam, distrito localizado no norte do Azerbaijão.


No entanto, esta situação não é nada inédita. Em novembro de 2015, o Atlético teve que viajar quase 7 mil quilômetros para jogar contra o Astana, na parte asiática do Cazaquistão, em um gramado sintético sob temperatura negativa. Na ocasião, a equipe de Diego Simeone saiu de campo com um insosso e gélido empate por 0 a 0.


A grande curiosidade do confronto entre Atlético de Madrid e Qarabaq é que, de 2012 e 2015, o Atlético de Madrid teve como patrocínio máster o governo do Azerbaijão. "Azerbaijan: Land of Fire" ("Azerbaijão: Terra do Fogo") era a frase que o Atlético estampava na parte peitoral do seu uniforme para promover o turismo neste país.


Getty Images
Getty Images

O Atlético de Madrid foi patrocinado pelo governo do Azerbaijão até 2015


Vale lembrar que o Atlético de Madrid vai passar a jogar no estádio Wanda Metropolitano a partir da segunda quinzena de setembro. Uma eliminação precoce na Champions justamente na temporada de estreia do novo estádio seria um terrível anti-clímax. Melhor nem pensar nisto...