Jan Oblak e o enigma do número 67

Brandt chuta. Oblak defende. Volland pega o rebote. Oblak salva de novo. Volland, mais uma vez, pega a sobra. Oblak faz milagre. Os deuses do futebol, piedosos, ainda entregam uma quarta chance de gol ao Bayer Leverkusen, desta vez a Chicharito, que bate cruzado e a bola passa rente a trave esquerda da meta do Atlético de Madrid.


Confesso que ainda estou atônito com uma das sequências mais brilhantes de defesas da história da UEFA Champions League. Daquelas que até daqui uns 20 anos será lembrada e terá espaço no top-5 da competição neste quesito. 


No entanto, minha reação de espanto ao milagre de Jan Oblak só não é maior do que minha inquietação com um possível enigma percebido pelo Canto Colchonero após a partida. 


Explico. O lance da defesa de Oblak aconteceu no minuto 67 do jogo no estádio Vicente Calderón. O que isso tem de mais? Nada, não fosse o fato de que o próprio Oblak ficou 67 dias afastado dos gramados nesta temporada, entre dezembro e fevereiro. Coincidência? Pode ser, até que me dei conta de que a soma entre os alagarismos do número 67 resulta no número 13. E daí? Sim, meus amigos, Oblak veste a camisa 13.


Pois é, um enigma digno da superstição de Zagallo paira pelo arqueiro do Atlético. O que ele significa? Ainda não sei, mas se você descobrir, por favor, me avise. Vamos ficar atentos aos próximos indícios. 


Getty Images
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Jan Oblak se virou três vezes sozinho para impedir que o Bayer Leverkusen abrisse o placar no Vicente Calderón


O jogo


As estatísticas mostram um Atlético de Madrid bastante tímido e travado. Na partida inteira, foram apenas 4 chutes a gol, contra 7 finalizações certas do Bayer Leverkusen. Tudo bem que 3 delas aconteceram no fatídico lance da defesa de Oblak. Mas não teve jeito, nada foi suficiente para tirar o 0 a 0 do placar. 


Os alemães demitiram o treinador Roger Schmidt no hiato entre os dois duelos, exatamente como fez o Leicester ao dispensar Claudio Ranieri e efetivar Craig Shakespeare no meio do confronto eliminatório diante do Sevilla.


A diferença é que a missão do Leverkusen, sob a batuta do novo comandante Tayfun Korkut, era quase impossível. Reverter uma desvantagem de 4 a 2, ou seja, aplicar pelo menos 3 a 0 fora de casa era pedir de mais para uma equipe que faz campanha mediana na Bundesliga. Ainda mais se você pensar que nas últimas 8 partidas no Vicente Calderón pela Champions League, o Atlético só havia tomado gol em uma ocasião. 


Não há muito mais a se falar da partida entre Atlético e Leverkusen. A verdade é que esta foi uma semana de jogar para o gasto. Provavelmente a última que o Atlético pôde se dar ao luxo de fazer isto.


Voltamos entre os 8 melhores da Europa. São quatro vezes seguidas alcançando a fase de quartas-de-final da Champions League, recorde do clube, legado de Diego Simeone. 


Para seguir a tradição, o sorteio de sexta-feira deve colocar Barcelona ou Real Madrid em nosso caminho. Pode anotar.