Atlético de Madrid: uma nova epopeia de sofrimento

O Atlético de Madrid vai entrar no momento mais importante da temporada a partir do apito inicial do confronto de ida contra o Bayer Leverkusen, marcado para esta terça-feira, às 16h45 (horário de Brasília).


Todo aquele sofrimento que nos acostumamos a passar nos últimos anos em mata-matas de Champions League está de volta, caro torcedor colchonero! Estava com saudade?


O Atlético vem de duas vitórias em duas partidas atípicas na Liga das Estrelas. Na semana passada, triunfo sobre o Celta de Vigo em um jogo pra lá de maluco. O Atlético perdia por 2 a 1 até os 40 do segundo tempo, quando Carrasco e Griezmann, em um espaço de menos de três minutos, trataram de virar o placar.


No último sábado, outro jogo fora da curva. Diante do Sporting Gijón, o jogo parecia fadado ao empate quando Kevin Gameiro saiu do banco de reservas para marcar três gols em pouco menos de 5 minutos - hat-trick mais rápido da história do Campeonato Espanhol desde Bebeto, em 1995, pelo Deportivo La Coruña. 


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Kevin Gameiro anotou uma tripleta relâmpago no final de semana


Depois de dois meses parado por causa de lesão no ombro esquerdo, o goleiro titular Jan Oblak treinou normalmente no domingo, ganhou alta do departamento médico e foi relacionado por Diego Simeone para a partida contra o Leverkusen.


Por outro lado, baixa muito preocupante: o zagueiro uruguaio Diego Godín ainda não está recuperado de lesão muscular sofrida no jogo de volta das semifinais da Copa do Rei contra o Barcelona. 


Curiosa é a situação do defensor francês Lucas Hernández. Ele aparece na lista de convocados para a partida, mas não vai viajar junto com a equipe. Isso porque, acusado no começo do mês de agredir sua namorada, será alvo de julgamento na parte da manhã. À tarde, ele segue sozinho para Leverkusen, onde será opção no banco de reservas para Simeone. 


Adversário do Atlético, o Bayer Leverkusen faz uma temporada irregular na Bundesliga, mas vem de duas atuações bastante consistentes que resultaram em vitórias contra Eintracht Frankfurt e Augsburg.


Chicharito Hernández, principal arma ofensiva da equipe alemã, balançou quatro vezes as redes nestes dois últimos compromissos. Menos mal que o turco Hakan Çalhanoğlu, especialista em bola parada, foi banido por quatro meses pela FIFA por causa de uma irregularidade contratual que remonta ao ano de 2011 - na época, ele defendia o Karlsruhe e recebeu 100 mil euros para assinar uma espécie de pré-contrato com o Trabzonspor.


Um perigo a menos para nos perturbar. Mesmo assim, contrariando a tendência das últimas temporadas, a defesa do Atlético de Madrid me inspira menos confiança que o ataque.


O que não deve mudar, de fato, é o sofrimento. Este faz parte do nosso sangue. E ganha contornos ainda mais dramáticos quando o assunto é Liga dos Campeões.


Nas duas últimas temporadas, quando disputou esta fase de oitavas, o Atlético de Madrid só deixou para trás o próprio Bayer Leverkusen e depois o PSV Eindhoven na cruel disputa por pênaltis. Que dessa vez não chegue a esse ponto! 


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Sofrimento e choro de um torcedor do Atlético de Madrid no jogo de volta das oitavas-de-final contra o Bayer Leverkusen, na temporada 2014/15