A maldição da marca da cal continua no Atlético

Getty Images
Getty Images

Em jogo de três expulsões, o Atlético de Madrid empatou com o Barcelona no Camp Nou e perdeu a chance de se classificar para a final da Copa do Rei


Não teria sido nenhum absurdo se o Atlético de Madrid saísse do Camp Nou com a vaga na final da Copa do Rei. Por mais que parecesse difícil imaginar uma reviravolta no duelo contra o Barcelona, o Atlético mostrou como poucas vezes nesta temporada o que tem de melhor: paixão, garra e fé.


Em nenhum momento do confronto, mesmo carregando a desvantagem do primeiro jogo, o time deixou a peteca cair. No final das contas, a sensação que fica é a de que definitivamente dava para ter ido adiante. Afinal, faltou um gol para levar à prorrogação.


Além disso, o Barcelona teve dois jogadores expulsos, a arbitragem anulou um gol legítimo de Antoine Griezmann e Kevin Gameiro ainda chutou um pênalti nas nuvens.


Por falar nisso, ultimamente nenhuma torcida tem tido mais pesadelos com penalidades que a do Atlético de Madrid.


Aquela que chamo de “maldição da marca da cal” começou no dia 03 de maio de 2016, quando Fernando Torres parou em Manuel Neuer e desperdiçou o pênalti que mataria o confronto entre Atlético de Madrid e Bayern de Munique, pelo segundo jogo da semifinal da última UEFA Champions League.


Naquele momento, 40 do segundo tempo, o passaporte para a final de Milão estava por um fio, já que o Bayern precisava apenas de um gol para conquistar a calssificação. Menos mal que os colchoneros não se abateram e conseguiram conter os últimos dez minutos de pressão dos bávaros em plena Allianz Arena. Mas é claro que o pênalti perdido por El Niño poderia ter feito falta.


A maldição dos pênaltis continuou na noite do dia 28 de maio, data da final da mesma Champions League. O pesadelo que realmente acometeu este blogueiro na noite anterior virou realidadeAntoine Griezmann parou no travessão do Real Madrid. A sorte é que Ferreira Carrasco empataria a partida minutos depois.


No entanto, na disputa por pênaltis, o destino não teve piedade do Atlético de Madrid. E Juanfran foi o escolhido da vez para dar sequência a maldição. O lateral carimbou o poste de Keylor Navas e jogou no lixo a chance do título europeu inédito.


Getty Images
Getty Images

Dói só de olhar: Juanfran perdeu pênalti na final da última Champions League


Pouco mais de 8 meses depois, o Atlético de Madrid repete a sina amaldiçoada de pênalti perdido em jogo decisivo. Desta vez com Kevin Gameiro. O curioso é que o atacante francês contratado na última janela de verão não tem histórico de falhar quando o assunto é penalidade máxima. O que não é o caso de seu compatriota Antoine Griezmann. 


Desde seus tempos de Real Sociedad, Griezmann cobrou oito pênaltis em tempo normal de partidas oficiais. Só converteu três. Taxa de acerto de 37,5%, baixíssima se compararmos com as de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, concorrentes dele na disputa do último prêmio da FIFA de melhor jogador do ano. Para se ter ideia, o português e o argentino beiram a casa dos 80% de acerto a partir da marca da cal. 


Pois é, a maldição é amiga da incompetência.