A defesa do Atlético de Madrid já foi mais confiável

Quem diria! A defesa do Atlético de Madrid, referência no futebol europeu, não vive dias nada fáceis.


O setor, pilar tão importante na construção da equipe vitoriosa de Diego Simeone, não tem transmitido a mesma firmeza de outros tempos. A segurança e a solidez deram lugar à preocupação e desconfiança.


Neste ano de 2017, por exemplo, o Atlético de Madrid disputou sete partidas e foi vazado duas ou mais vezes em três delas.


A falta de alternativas de alto nível no banco de reservas e a impossibilidade de ir ao mercado buscar opções devido à sanção da FIFA são alguns dos motivos pelos quais o torcedor não confia na sua defesa da mesma maneira que já acreditou um dia.


A mudança constante na dupla de zaga titular também colabora para o desempenho abaixo dos padrões. José Gimenez e Stefan Savic têm se alternado de forma frequente ao lado de Diego Godín.


Gimenez é bem mais confiável do que Savic, mas teve problemas físicos entre setembro e outubro do ano passado e não vive uma temporada tão inconstestável do ponto de vista técnico. Dessa forma, Simeone se viu obrigado a dar oportunidades para o reserva imediato Savic, que, cá pra nós, é de arrepiar até o último fio de cabelo do torcedor. 


Getty Images
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O zagueiro montenegrino Stefan Savic já atuou em 15 partidas do Campeonato Espanhol


Na temporada 2012-13, a primeira em que Diego Simeone teve pré-temporada e tempo adequado para preparar sua equipe, o Atlético de Madrid registrou 31 gols sofridos no Campeonato Espanhol. A marca equivaleu a uma média de 0,8 gols por jogo, 1 gol a cada 110 minutos.


A segunda temporada inteira de Simeone à frente do Atlético foi ainda melhor. Ao final da Liga das Estrelas, a tabela indicava 26 gols tomados para o time rojiblanco, número que representou média de pouco menos de 0,7 gols por jogo, ou seja, uma bola na rede a cada 131 minutos.


Na última temporada, a quarta completa da era Simeone, a equipe colchonera se superou ainda mais e fez história: incríveis 16 gols sofridos em 38 rodadas de Campeonato Espanhol. Média inferior a 0,5 gol sofrido por partida. 1 tento recebido a cada 190 minutos, algo em torno de um intervalo de dois jogos em branco para cada jogo vazado. E mais: em apenas 4 partidas, o Atlético tomou mais de um gol. Em nenhum jogo, sofreu três ou mais. 


Bem..... mas voltemos a realidade. Na atual edição da Liga da Estrelas, o Atlético de Madrid já tomou dois gols ou mais de 5 adversários. Ao todo, foram 16 gols sofridos no primeiro turno - que se encerrou no último domingo. A média nem é tão negativa assim, mas é inegável que a performance defensiva caiu. 


Na Copa do Rei, o Atlético de Madrid está vivo, mas ter tomado 3 gols do Las Palmas em pleno Vicente Calderón e 2 gols do Eibar no último compromisso não inspira tanta confiança assim para a sequência da competição. Afinal, o Barcelona pode ser nosso adversário nas semifinais. 


Está claro que o setor defensivo do Atlético de Madrid tem de voltar a funcionar em nível semelhante àquele que já se mostrou capaz de realizar.


Paradas cada vez mais duras vêm por aí.