Fim da invencibilidade no melhor momento da temporada

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Ex-Sevilla, Kevin Gameiro e companhia não foram páreos para a equipe de Jorge Sampaoli


Desde que chegou ao comando do Atlético de Madrid, no final de 2011, Diego Simeone havia se tornado um verdadeiro terror para a torcida do Sevilla. Entre março de 2012 e janeiro deste ano, foram 11 duelos entre as duas equipes. Cinco empates e seis triunfos colchoneros. Mais do que isso, independemente de Simeone, a última derrota do Atlético para o Sevilla tinha sido no dia 3 de outubro de 2010.


Pouco mais de 6 anos depois, o tabu enfim, e infelizmente, acabou. Como treinador, Cholo finalmente conheceu o sabor da derrota no confronto, e justamente para um compatriota seu: Jorge Sampaoli. Pior que isso, foi que a derrota fez com que o Sevilla ultrapasse o Atlético na tabela e assumisse a liderança provisória da Liga das Estrelas. 


O revés também significou a primeira vez que o Atlético saiu de campo derrotado nesta temporada. Lastimável que tudo isso tenha acontecido justamente no momento em que o Atleti decolava na temporada. Momento em que o conjunto começava a maturar e as individualidades a aparecer. Ferreira Carrasco, a principal delas.


O atacante belga colecionou uma grande atuação atrás da outra. Gol de três pontos contra o Bayern de Munique, vitópria construída sobreo Valencia depois de sua saída do banco de reservas, hat-trick no 7 a 1 diante do Granada e gol que salvou o Atlético de um empate por 0 a 0 contra o Rostov. O excelente rendimento de Carrasco no mês de outubro culminou na renovação do atleta com o clube, na última sexta-feira, por mais 6 anos, ou seja, até 2022. 


Uma pena que, contra o Sevilla, Carrasco não tenha sido decisivo e o Atlético tenha desperdiçado a chance de somar a sexto triunfo seguido. Vencer o Sevilla no Ramón Sánchez Pizjuán seria uma credencial e tanto visando o título espanhol. Pouquíssimo vão ganhar lá.


Há quem releve o resultado negativo, não só por ter sido um jogo de extrema dificuldade, mas também por ter sido logo na sequência da longa viagem a que o Atlético foi submetido no último meio de semana. Nada menos que 4.614 quilômetros percorridos, de Madrid a Rostov-on-Don, no sul da Rússia.


Estávamos na liderança, uma derrota e caímos para quinto. Mas o Campeonato Espanhol  começa embolado, imprevísivel, emocionante como nunca há tempos. Bola pra frente!