Uma potência chamada Atlético de Madrid

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Autor do gol do Atlético de Madrid na final da última Champions Leage, Ferreira Carrasco impôs a primeira derrota ao Bayern de Munique na temporada


"Foi uma das melhores atuações desde que estou aqui". As palavras de Diego Simeone, após a grande vitória no clássico contra o Bayern de Munique, no estádio Vicente Calderón, mostram que o Atlético de Madrid realmente não tem limites. 


A questão já transcedeu faz tempo o campo, a bola, o futebol jogado, o rígido sistema defensivo, a bola aérea - que já foi mais letal -, as linhas que se ajudam e se movimentam com uma sincrona incrível.


O ponto central são a atitude, a confiança, a autoridade, o respeito que impomos em rivais que sempre pareceram muito maiores do que nós. Tudo isso se adquire. O Atlético pode dizer que ultrapassou a linha que separa a surpresa da realidade.


Hoje não há a menor hesitação em afirmar que o Atlético de Madrid é uma potência do futebol europeu, do naipe de Bayern, Barça e Real. Não à toa, paramos os culés no Camp Nou na semana passada e agora aplicamos a primeira derrota de Carlo Ancelotti no comando dos bávaros. 


A incessante capacidade de anular adversários do tamanho de Bayern de Munique e de neutralizar jogadores como Frank Ribery e Robert Lewandowski é digna dos mais calorosos aplausos. O Atlético atingiu um nível de constante competitividade e concentração impossível de encontrar por aí na esquina.


Confesso que fiquei muito receoso depois dos dois primeiros jogos da temporada, empates com Alavés e Leganés. Havia enfim acabado a magia daquele Atlético que havíamos nos acostumado a ver nas três últimas temporadas? Que nada, a resposta veio dentro de campo nesta última quarta-feira. 


Esquece. Não tem como jogar o Atlético de Madrid para de baixo de tapete na lista dos candidatos ao título dessa Champions League. O Atleti sabe o que é chegar à decisão, conhece cada atalho para isso e acumula cicatrizes que parecem torná-lo cada vez mais forte à medida que as temporadas se passam.


Uma verdadeira potência. 


CORNETA


Como nem tudo são flores, não podia deixar a cornetagem de lado. Está na hora de Fernando Torres parar de perder gol feito e de Antoine Griezmann começar a botar a bola na rede quando o assunto é pênalti em jogo grande. Dessa vez não fez falta, mas sempre pode acabar fazendo, como já aconteceu em ocasiões que é melhor deixar pra lá.