Athletic e Baskonia: duas forças do esporte basco, duas escolhas muito distintas

Da cidade de Vitoria-Gasteiz, o orgulho do basquete basco rende grandes exibições em âmbito nacional e continental. O Saski Baskonia, ou apenas Baskonia, é uma equipe vinculada ao Alavés e passou por um problema similar ao do Athletic no começo da temporada atual: o time simplesmente perdia tudo e com um ídolo no comando técnico.


Divulgação Saski Baskonia
Divulgação Saski Baskonia

Pablo Prigioni, recém-aposentado das quadras, apresentava-se como novo treinador


Com grande sucesso na primeira década deste século, Pablo Prigioni brilhou por sete temporadas no país basco, levantando troféus e ganhando medalhas pelo time e pela seleção argentina. Ao viver o auge da equipe de Álava na década passada, acabou carimbando o passaporte à NBA, sendo mais um dos notáveis atletas do país vizinho a mostrar seu talento no principal mercado do mundo.


Chegado o fim de sua carreira como jogador nos EUA, Prigioni ganhava um convite para ser o treinador do time em que Splitter e Marcelinho Huertas também brilharam. Esse último inclusive voltou esta temporada, vindo também da NBA. Diferentemente de Ziganda no Athletic, Pablo chegava sem experiência prévia no comando do banco de reservas. 


Divulgação Saski Baskonia
Divulgação Saski Baskonia

Time consegue levar até quinze mil fãs por jogo


O desfecho, como comentado, foi similar ao de Cuco. De um time com expectativas boas em nível nacional e europeu, Prigioni colecionou derrotas e não escondeu a frustração nas mídias sociais e tradicionais. Assim como Ziganda, quase condenou o destino da temporada européia com derrotas bobas e aparecia na Liga ACB como apenas mais um participantes, ao invés do esperado papel de protagonista.


Agora, diferentemente do time de futebol de Bilbao, há aproximadamente um mês uma atitude era tomada pelo ídolo argentino: a renúncia do cargo de treinador. Boatos contam que, na verdade, houve uma demissão e que preferiram dar uma roupagem humilde à saída de Prigioni. Independentemente da real razão, algo foi feito ao invés de ignorarem as arquibancadas.


Divulgação Saski Baskonia
Divulgação Saski Baskonia

Huertas voltou e vai recuperando o brilho de seu basquete no Baskonia


O resultado em pouquíssimo tempo é notado. As primeiras vitórias na Euroliga (uma espécie de UEFA Champions League do basquete) surgiram, a reação na ACB aconteceu e o time está em uma sequência de quatro conquistas consecutivas. O ânimo com o novo comando e o rendimento surgindo fez com que o poderoso Real Madrid fosse humilhado no país basco, em partida pelo torneio continental. Em seguida, ainda conseguiriam uma importante vitória na Lituânia, enfrentando o tradicional Zalgiris Kaunas.


O reconhecimento do erro não diminuiu a importância de Prigioni para a torcida e para a história do clube. O embalo dentro e fora das quadras foi rapidamente recuperado e até melhorado em relação ao final da temporada anterior. Acima de tudo, sendo uma equipe de torcida forte, o clube não ignorou seu público que é muito forte para uma cidade com menos de 300 mil habitantes. Com um ginásio que muitas vezes comporta mais de dez mil fãs, chegando a quinze mil, o Baskonia faz lição de casa corretamente. 


A análise acima é uma clara alfinetada para quem decide fazer as escolhas erradas em Bilbao. Ninguém espera nada dessa temporada, aliás, só torce para os estragos serem recuperáveis e que não haja rebaixamento. Para um clube com goleiro e atacante de Seleção, além de elenco entrosado há muitos anos, é muito pouco. Mas é tudo uma questão de escolha e o Baskonia fez a decisão certa.


Aupa Athletic!
@JorgeKadowaki
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