Para Ziganda, a vitória parece não ser prioridade ao comandar o Athletic

O leitor mais assíduo deste blog já deve ter notado que, quando o Athletic joga com pouca vontade ou sem dar valor à partida, raramente acabo comentando algo sobre o que houve em campo. Quantos empates sonolentos e derrotas bobas de Valverde aconteceram e eu não fiz questão de comentar algo que todos desconfiavam: a cabeça do treinador estava fora do clube. De fato, acho que estava na Catalunha já.


Na nova gestão de José Ángel Ziganda, um fenômeno chamou a atenção de todos logo nos primeiros jogos eliminatórios de pré-Europa League: o treinador faz questão de dar rotação ao elenco. Quase todos os jogadores do time principal já chegaram a jogar. Algo lindo e inclusivo no papel, mas, se os resultados não aparecem, trata-se de algo absurdamente tonto. E é isso o que vem ocorrendo.


Divulgação UD Las Palmas
Divulgação UD Las Palmas

Após um jogo medonho, ainda perdemos com um golaço do Las Palmas


A vitória diante do Eibar foi sofrida e só apareceu pelo oportunismo de Aduriz. Ainda assim, por antecipar um jogo importante da Europa League, era aceitável a desculpa de jogar com um time que tinha jogadores novatos, apesar de já reforçar a ideia que o próprio comandante já tinha feito questão de afirmar que daria chances a todos os jogadores do time.


Ao visitar o Hertha Berlim e ver que o time não começaria com Raúl García, o torcedor ficou com a "pulga atrás da orelha". O adversário, que se mostraria claramente menos técnico, deu chances para uma fácil vitória ainda no primeiro tempo. As limitações técnicas ou pura teimosia mesmo de Ziganda quase fizeram o time voltar a Bilbao com uma derrota, já que o adversário fez as mudanças necessárias e pressionou os Leones.



Ao voltar para a Espanha e enfrentar o Las Palmas, era de se imaginar que o time completo pelo menos poderia atuar e manter a boa campanha na Liga local. O que Cuco mais uma vez acabou fazendo foi inventar de colocar atletas claramente abaixo do nível necessário, sem capacidade ou coragem para criar e somente executando com rigor uma defesa que seguia não vazada. A falta de personalidade do time custou uma dura derrota ao fim da partida.


Fica difícil de entender o que Ziganda quer fazer com esse time. Ao dar rotação a quem não tem técnica, o treinador tende a evidenciar a falta de opção do elenco. Se o clube não for contratar ninguém, o que tem sido a regra nos últimos dois anos, todos vão perder. É o time que deixa de ganhar pontos, o torcedor que perde o ânimo de ir ao estádio (como já ocorreu no ano passado) e provavelmente o treinador perde o cargo, pois no Bilbao Athletic tem um Garitano que não inventaria tanto e buscaria a vitória.


Ou Cuco toma vergonha na cara e coloca o time principal (nem Real e Barça ficam inventando tanto, tendo muito mais dinheiro), ou toma o caminho da rua.


Aupa Athletic!
@JorgeKadowaki
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