Há dois anos sem contratar, Athletic anuncia reforço para julho de 2018

Era 30 de agosto de 2015, um dos destaques do Atlético de Madrid era anunciado para dar brilho ao meio campo do Athletic. Raúl García, formado na base do Osasuna, era a grande contratação na janela do ano e sua vinda correspondeu à expectativa criada. Desde então, a cada janela de transferência, o torcedor rojiblanco esperou em vão por uma novidade. E, de tanto aguardar, passaram-se DOIS anos!


Para a surpresa de muitos, depois de diversos nomes terem sido cogitados em todas essas janelas de transferência, ao completar o biênio de letargia, o Athletic anunciou um reforço só que apenas para julho de 2018. Ander Capa, experiente lateral direito do Eibar, chegará em para um contrato de mais quatro anos, pelo valor de três milhões de euros.


Divulgação SD Eibar
Divulgação SD Eibar

Ander Capa chega para dar solidez à lateral direita


Atleta formado pelo rival do país basco, Capa estava há seis temporadas atuando pelo Eibar. Sua atuação sólida pela mesma parte do campo que Iñaki Williams, o que pode render uma ótima dupla, chamou a atenção também de outros clubes, chegando a haver especulação de interesse do Barcelona. A vinda do atleta um alento para quem já estava cético com a acomodação de San José, Bóveda, Lekue e De Marcos. 


Se por um lado a agonia de não ver contratações incomoda, por outro é compreensível o que se passa do lado da gestão do clube. Mantendo a tradição de somente contratar atletas do país basco, torna-se muito complicado competir com o resto da Europa, quando um atleta se destaca em nível mundial. O fato até de outros clubes terem mais capital, projeção em mídia e chance de títulos pesa de forma relevante.


Divulgação Athletic Club
Divulgação Athletic Club

A última contratação da história do Athletic: Raúl García, em 2015


Já contando com essas complicações, a necessidade de bom relacionamento com outras agremiações na região faz com que o Athletic tenha que ser cuidadoso. A contratação de um juvenil do Osasuna, por exemplo, causou a ruptura entre as gestões e a imposição de cláusula Anti-Athletic nos contratos dos atletas do rival. 


Com tantos empecilhos e o fato de saber que um bom atleta basco vai custar caro aos Leones, a grande resposta para o dilema imposto é criar novos e bons atletas. Desde Muniain e Susaeta, em 2012, nunca mais um meia armador surgiu do Bilbao Athletic. Saber gerenciar a carreira da base também é crucial, bastando ver o fim que levou Aurtenetxe, o qual poderia ser útil hoje na questionável lateral esquerda do clube.


A gota d'água é ter um Kike Sola (centroavante com apenas cinco gols somados nas últimas quatro temporadas) encostado no elenco principal, enquanto outros potenciais atletas são emprestados para desafios pequenos ou são dispensados. Algo precisa ser mudado, da geração à gestão.


Aupa Athletic!
@JorgeKadowaki
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