Catedral funciona e Athletic de Ziganda avança na Liga Europa

O empate em Bucareste havia sido decepcionante. Além de representar um trauma para o torcedor do Athletic (incluindo alguns jogadores), afinal o título da Liga Europa de 2012 foi perdido naquele local, os novos ares no clube chegavam com a pressão de ter um time valente, brioso. E o conservadorismo, até justificável de um treinador estreante, gerou o gol de empate do Dínamo. Rivaldinho, o filho do craque, anotou um golaço para o 1 a 1 definitivo.


Sem contratar ninguém mais uma vez e tendo que ver o potencial reforço ser apenas emprestado para o Newcastle, o torcedor rojiblanco estava louco da vida com a situação. Uma vitória convincente tinha que ocorrer no San Mamés, no jogo de volta do playoff da Liga Europa. E ela veio logo no primeiro tempo, com dois gols de Raúl García, mais uma vez o salvador do começo de temporada. Aduriz complementou a festa para o alívio de 3 a 0.


Divulgação Athletic Club
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Raúl García não foge da responsabilidade. A última e maravilhosa contratação


Das boas notícias, a permanência de Susaeta e Vesga nos onze iniciais. Das boas não tão novas assim, Iker Muniain segue no embalo do fim da temporada passada, quando voltou a jogar com alegria e até mais liberdade para criar e atacar, bem do jeito que gosta. Das nada novas e sempre boas, a dupla dinâmica García-Aduriz segue sendo protagonista e mostra que começa a temporada em bom ritmo.


Ter Susaeta jogando bem é positivo para pressionar Iñaki Williams. Claramente um jogador com um físico insuperável e um potencial enorme, Williams precisa jogar mais concentrado e ainda corrigir pequenos erros para ser um craque. Ver que há concorrência para sua posição, ou pelo menos alguém que entre bem em campo, é algo que deve puxar o ritmo pela direita do gramado.


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Aduriz, sempre ele, balança as redes e faz a alegria do torcedor do Athletic


Como dito no começo desta coluna, Ziganda herda a pressão pós-letargia dos tempos de Ernesto Valverde. O primeiro incêndio foi apagado nessa quinta (03), com uma boa e convicente vitória. Tudo bem que o adversário era bem fraco, afinal seu destaque ofensivo sequer era visto como craque no Mogi Mirim, mas vencer bem para os 42 mil torcedores era essencial e isso ocorreu.


Tal cobrança é seletiva, no entanto, por parte da torcida dos Leones. Os amistosos têm tido resultado positivo, mas um cenário de placares desanimadores não geraria revolta, afinal é sabido que este é o começo de um novo projeto. Essa seletividade mostra que o torcedor sabe do potencial do clube e que vai exigir resultados importantes. O amistoso de sábado contra o Liverpool ficaria em segundo plano, pelo critério mencionado acima. E deveria mesmo.


Divulgação Athletic Club
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Alívio no primeiro grande teste para Ziganda. Agora é foco no Panathinaikos


Sabemos que temos potencial para brigar por uma Liga Europa e que conquistá-la é o grande sonho da temporada, obviamente sem perder o olho numa ambiciosa classificação para a Liga dos Campeões. Com a má classificação na temporada passada de La Liga, é sabido que ainda temos um último passo para a fase de grupos e ele foi definido na manhã desta sexta (04): o Panathinaikos.


Certamente o adversário mais difícil do sorteio, os gregos vão colocar a expectativa da temporada também no torneio europeu. Com um elenco melhor que o dos romenos do Dínamo, o Athletic não vai poder vacilar diante da inflamante torcida ateniense no dia 17, pois o preço a pagar vai ser caro em Bilbao no dia 24. Os jogos serão intercalados pela estreia em La Liga, diante do Getafe em casa, no dia 20. A solução a gente conhece: ir para cima sempre.


Aupa Athletic!
@JorgeKadowaki
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