O Athletic de Ziganda começa a dar as caras (e as carecas) em tempo para a Liga Europa

Ter que jogar a fase eliminatória da Liga Europa, com um novo comando, era certamente um receio para o torcedor do Athletic. Lembrando ainda da pré-temporada passada, que foi um aviso da falta de ânimo e constância que viriam nos meses seguintes, o medo era real. No entanto, com cinco amistosos, foi possível ver e se animar com o trabalho dos Leones carecas até então.


Divulgação Athletic Club
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Um time com as renovações cobradas pela torcida apareceu em campo


Mesmo mexendo pouco, o ânimo é outro, quando comparado com o time de Valverde. Pesa como fator motivacional a união dos atletas na hora de mostrar solidariedade, uma vez mais, a Yeray. O ato simples de todos rasparem a cabeça mostrou que este é sim um grupo unido, o que é essencial para um time que se renova somente com gente da própria comunidade e que não contrata ninguém há dois anos. 


Ainda assim, Cuco Ziganda tem gerado bons comentários da mídia especializada, principalmente pela sua energia, tanto para comandar quanto para acompanhar o treino. Ernesto Valverde era sossegado, aparentando até um comodismo que era ruim para um time que precisava dar um passo além. Essa postura conservadora do treinador anterior fez com que bons jovens talentos fossem deixados de lado e o time ficasse previsível e limitado nas horas mais duras.


Divulgação Athletic Club
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Até então, um treinador vibrante nos treinos e jogos


Ver a vitória do amistoso contra o Club Brugge, após um empate sem gols contra o Fenerbahce, foi determinante para que uma segurança muito maior fosse sentida nesse time em comparação ao que apanhou do Apoel Nicosia na temporada passada. Simples mudanças mostram já o toque de Ziganda que era necessário para o elenco acordar e a torcida acreditar em mudança positiva para a temporada 2017/2018.


Pela convocação para os dois jogos contra o Dinamo de Bucareste (Romênia), é possível garantir Mikel Vesga ao lado de Beñat. Com ou sem Iñaki Williams começando, a certeza é que o meio vai estar mais leve e ofensivo, como fazia Bielsa. Os jogos com Muniain, Susaeta e Raúl García mostram que Ziganda quer um time para frente, criando e pressionando o adversário. Se essa é a melhor opção tática para um time, não dá para saber, mas certamente é o melhor uso do talento basco dessa geração.


Divulgação Athletic Club
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Nem toda boa novidade foi vista nos onze iniciais do Athletic


Se o amistoso contra os belgas foi um claro teste de Liga Europa, mexendo apenas no fim do jogo, há também outras boas mudanças. Com uma zaga jovem e com poucas alternativas muito qualificadas (ou testadas), era compreensível que nada muito novo surgisse. Já no ataque, outra novidade esperada era contar com mais e diversas opções a Aduriz. 


O grande ídolo rojiblanco já está com idade avançada e ficou praticamente sem ninguém para fazer sua função ou algo com um perfil mais leve na temporada passada. Ao colocar Kike Sola, Asier Villalibre e seguir com Sabin Merino, o novo treinador mostra que pode trabalhar perfis distintos e até mudar o esquema tático ao longo do jogo, o que não era possível na engessada estrutura de Valverde.


Eu estou otimista, torcedor. E você? Só falta anunciar algum reforço... por enquanto, só houve anúncios para o time feminino.


Aupa Athletic!
@JorgeKadowaki
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