Em números, como foi o Arsenal com três zagueiros

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Gabriel Paulista e Koscielny compuseram o trio de defesa ao lado de Holding


Se o torcedor do Arsenal está desanimado com o time – não sem razão -, a partida desta segunda-feira trazia algo novo: o esquema com três zagueiros. Na bacia das almas, o time venceu um quase rebaixado e se manteve próximo na briga por uma vaga na próxima Champions League.


Analisando-se as estatísticas, pouca coisa mudou. O principal ganhou foi no número de passes trocados. Foram 584, sendo que a média da equipe na Premier League era de 550. Contudo, o Middlesbrough não tem qualidade e sua estratégia, que são as bolas aéreas e os chutões para frente, fez com que o oponente fosse um time que praticamente abdica de ter a bola nos pés.


No mais, números bem parecidos com o que estamos tendo até o momento. Doze chutes, sendo quatro no gol, enquanto a média é de 14,9 finalizações, com cinco que acertam verdadeiramente a meta.


Teoricamente mais protegido, o time roubou 19 bolas, contra 18,1 da média na competição.


No final de fevereiro, discuti aqui a possibilidade de usar o esquema 3-4-3. No meu time ideal, em comparação com o que foi escalado ontem e com que Wenger tinha à disposição, estariam Bellerin e Iwobi nos lugares de Chamberlain e Giroud.


Um esquema não pode ser analisado por apenas um jogo. A mudança poderia ser até ser vista com bons olhos, se o técnico mostrasse a confiança de quem sabe o caminho para evolução.


Infelizmente, esse não é o caso.