A missão do Arsenal: criar para Lacazette finalizar cada vez mais

Getty Images
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Welbeck teve tarde perfeita: dois gols e uma assistência


Passada a turbulência causada após a derrota para o Liverpool e as frustrações no final da janela, o Arsenal voltou a campo pela Premier League e, em casa, passou sem dificuldades pelo Bournemouth, por 3 a 0. Com uma defesa aceitável, um meio de campo como deve ser e Alexis Sánchez no banco, os gunners foram superiores do início ao fim e pudemos tirar coisas boas desta partida que nos deu mais três pontos.


Wenger entrou com Cech; Mustafi, Koscielny e Monreal; Bellerín, Xhaka, Ramsey e Kolasinac; Özil e Welbeck; Lacazette.


No primeiro tempo, o Arsenal finalizou no alvo em cinco oportunidades. Em duas, marcou. Lacazette, por exemplo, precisou de apenas dois chutes para fazer um gol. E nem precisou ser de tão perto. Welbeck ajeitou e o francês só teve de ajustar o corpo pra colocar a bola nas redes. Cirúrgico. Todos nós sabemos e já estou cansado de falar que o camisa 9 precisa ter chances para marcar - e nem precisam de muitas. Ele é assim. No Lyon, a média na última temporada foi de um gol a cada 86 minutos. Se ele tiver mais oportunidades, vai fazer, mas a bola precisa chegar. Nos jogos anteriores isso não ocorreu, e Lacazette teve que recuar para receber a bola - e mostrou ser bom atuando por ali também, mas não é o ideal.


Sofascore.com
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Números de Lacazette na partida


No segundo tempo ele foi mais discreto, porque a estrela que brilhou no dia foi de outro jogador. Danny Welbeck, que, antes de servir Laca, já havia feito o seu de ombro ou pescoço - tudo menos cabeça -, no segundo tempo voltou a balançar as redes. E quase fez um golaço após passar por três e mandar por cobertura. Caprichosamente a bola não entrou.


Outro ponto a ser destacado é a capacidade de Kolasinac em dar ritmo ao time pelo lado esquerdo. Indiscutivelmente precisa ser o titular por ali. No lance do primeiro gol, tabelou com Ramsey e sem dificuldade levou na linha de fundo para fazer o cruzamento que resultou no gol de Welbeck. Em outro momento, estava livre quando foi visto por Bellerín e só não fez o seu porque Smith bloqueou com o braço, em um pênalti não marcado.


A performance do time foi boa. Jogamos contra um time fraquíssimo, que encontrou sua quarta derrota nos quatro jogos que fez. Mas o importante é vencer e jogar bem. Fizemos isso. Um passo de cada vez até tudo voltar ao normal, se é que podemos considerar toda essa situação atual como algo "normal".


O Arsenal volta a campo nesta quinta-feira (14), no Emirates Stadium, contra o FC Köln, pela estreia da Europa League. Bola rola às 16h05. Muitos reservas deverão jogar. Vale a expectativa para ver alguns jovens, entre eles Reiss Nelson, que não está confirmado, mas pode existir uma pequena chance de atuar.