Arsenal campeão: Wembley continua pintado de vermelho

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Kolasinac se livra de David Luiz e sobe sozinho para marcar o gol de empate


Todos sabemos que ser campeão é bom demais. Não importa do que. Neste domingo (6) jogamos contra o Chelsea pela Community Shield e conquistamos o torneio pela 15ª vez. Não podemos ficar iludidos, óbvio. A partida, que também pode ser confundida com um amistoso, não resolve os problemas do Arsenal, mas podemos ver que o elenco está comprometido e se evoluirmos com o passar do tempo, temos grandes chances de brigar pelo topo da Premier League até o final.


Com a bola rolando ficou evidente que ambos os times queriam vencer a qualquer custo. Sem Ramsey, Özil e Koscielny, entramos com Cech; Holding, Mertesacker e Monreal; Bellerín, Elneny, Xhaka e Chamberlain; Welbeck e Iwobi; Lacazette. Mesma formação do Chelsea de Conte.


Nenhuma das equipes teve controle total do jogo, mas fomos melhores no primeiro tempo. Xhaka gastou a bola e foi o principal jogador da partida. Tivemos chances boas de gols que saíram dos pés do meio campista e dos pés de Iwobi, que se movimentou bastante, embora não tenha tido uma atuação brilhante. Lacazette ainda mandou uma bola na trave.


No entanto, a necessidade de improvisar não ajudou. Aos 32 minutos Mertesacker levou uma forte cotovelada de Cahill, sangrou muito e foi substituído por Kolasinac. O bósnio compôs a linha defensiva do Arsenal ao lado de Holding e Monreal, já que no banco não tínhamos nenhum zagueiro disponível. Foi o que deu pra fazer.


O primeiro tempo terminou sem gols e logo na volta do intervalo, logo aos 46, a zaga parou e Moses ficou na cara de Cech para fazer 1 a 0. A partir daí tomamos as rédeas da partida em busca do empate. Tentamos pelos lados, de longe, mas a arma letal foi por cima, claro. Aos 79, Pedro já tinha amarelo e foi expulso. Entrou em cena, então, Xhaka, que na cobrança colocou a bola na cabeça de Kolasinac para empatar.


Parecia que ainda conseguiríamos a virada, mas os 90 minutos ficaram por isso mesmo. Atrás do placar conseguimos ter mais posse e fomos bem superiores no segundo tempo. Fechamos com 60% de posse de bola com 212 passes certos, contra apenas 135 do Chelsea.


Melhor do jogo, Xhaka teve uma apresentação de muito destaque. Deu 106 toques na bola, acertou 81 dos 90 passes que deu, criou quatro chances, fez três desarmes e quase fez um golaço de fora da área, além da assistência para Kolasinac. Se continuar neste ritmo, terá uma temporada espetacular. Aliado a criatividade de Ramsey e Özil, e uma possível nova contratação, o meio do Arsenal pode ser o grande diferencial.


Depois do apito final a partida foi decidida nos pênaltis. As cobranças foram feitas em um novo sistema - a princípio, bem confuso. Independente disso, o Arsenal não errou nenhuma, diferente do Chelsea, que viu Courtois e Morata mandarem pra fora. Giroud foi o último a bater e nos dar o primeiro troféu da temporada. São seis títulos nas últimas seis decisões em Wembley, desde 2014. Apesar dos pesares, somos soberanos no palco sagrado do futebol inglês.


O desafio agora é pra valer. Na sexta-feira (11) começa a Premier League e o Arsenal recebe o Leicester, às 15h45 (de Brasília). A expectativa é que o time esteja “mais completo”, com as voltas de Ramsey e Özil. A preocupação fica apenas para a defesa, já que Gabriel segue lesionado e Koscielny suspenso. Mustafi ainda não é certeza de que jogará.


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Este foi o 15º título da Supercopa para o Arsenal: faturou em 1930, 1931, 1933, 1934, 1938, 1948, 1953, 1991, 1998, 1999, 2002, 2004, 2014, 2015 e agora.