Buffon admira Szczesny; Wenger parece não se importar

Buffon escolheu a dedo o seu sucessor na baliza juventina, ao pedir que trouxessem Szczesny para a sua reserva no que provavelmente será o ano final de sua carreira. O Arsenal foi rapidamente prestativo e acelerou o negócio.


Ao que parece, por parcos £12milhões vamos abrir mão de um excelente goleiro. Além de criar mais um capítulo no complicado histórico do Wenger com a posição, me deixa pensando no que o polaco fez para ele.


Szczesny já foi luva de ouro com a gente, mas tinha uns ataques de imaturidade e, por isso, levou dois anos de geladeira na Roma. Acontece que nesses dois anos, essas falhas em sua personalidade (e algumas técnicas) parecem ter sumido, e ele realizou todo o potencial que o clube viu quando o trouxe da Polônia aos 15 anos de idade.


Getty Images
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Chegou jovem, errou e jamais foi perdoado


Há quase seis meses eu já havia pontuado sobre a inclinação do clube em cometer esse erro estratégico. Além de seus números serem sólidos, ver um par de vídeos de suas atuações também joga uma luz na dificuldade de muitas das defesas que ele vem fazendo.


Abrir mão de um goleiro ainda jovem para ficar com um veterano que, ainda que tenha jogado bem demais na reta final da temporada, não teve uma temporada confiável, é um erro, mesmo que esse veterano seja Petr Cech. Esse tratamento durão com Szczesny até seria mais palatável se fosse o mesmo estendido a tralhas que vivem deixando o time na mão há anos, como Walcott, mas não é o caso.


Fica aqui o adeus a um jogador que, apesar dos pesares, sempre entendeu o que era vestir a camisa do Arsenal, que sabia jogar com o imaginário do torcedor e nos fazia sentir ser um de nós.