De onde veio tanta felicidade no time do Arsenal?

Ontem, estivemos longe de fazer um grande jogo contra o fraco Middlesbrough. Mesmo assim, os jogadores estavam vibrando de uma maneira diferente durante a partida e comemoraram muito após o apito final, como se fosse uma redenção de algo.


A coisa ficou feia com a torcida no jogo do Palace e eles tiveram que ouvir que não eram dignos de usar essa camisa por uns bons 15 minutos. Por algum motivo, Wenger tentou fazer parecer que havia uma perseguição individual a Bellerín, algo que a torcida fez questão de deixar claro que era uma estratégia de desvio de atenção do boss. Quando o lateral entrou na partida, teve seu nome cantado a plenos pulmões.


Mas a felicidade não pareceu um mero ato de conciliação com a torcida ou a celebração da mediocridade. Se olharmos bem para Monreal, Gabriel, Özil e Alexis em particular, eles estavam pilhados a partida inteira, correndo pra caramba mesmo perdidos no novo esquema.


Getty Images
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O time estava aguerrido e feliz como não se via há tempos


Essa mudança tática repentina me faz lembrar de uma outra reta final recente. Em 2012-13, nossa situação era dramática. Faltando dez jogos, estávamos a 7 pontos do 4º lugar, tendo acabado de perder o dérbi.


Foi quando Arteta e Mertesacker sentaram com Wenger e sugeriram uma mudança tática. O time não mais jogaria de forma solta, livre e inconsequente e passaria a focar em se defender bem e jogar para conseguir um gol. O resultado foram oito vitórias e dois empates e uma classificação para a Champions League.


A julgar pelo tamanho da inovação e da traição de filosofia de jogo que é usar três zagueiros para Wenger, eu tendo a achar difícil que isso tenha partido unilateralmente dele. Acho bastante provável que tenha sido iniciativa dos jogadores, especialmente porque o esquema estava claramente mal treinado, não foi um plano trabalhado durante a semana.


Na verdade, ainda acho mais provável que tenha sido mais ideia do Bould do que do Wenger. O zagueiro, além de ter jogado por inúmeras vezes no 5-3-2, usava bastante o 3-4-3 em seus times de juvenis e gosta bastante do sistema.


Talvez os jogadores tenham ficado tão felizes por terem mostrado quem manda.